terça-feira, 29 de agosto de 2017

Músicos discutem melhorias à profissão em audiência publica

Cachês baixos: O mercado paga o que é acordado entre as partes. O músico que aceita cachê baixo não é por falta de espaços, mas sim por pura desvalorização de sua obra. Afinal, se todos os artistas cobrarem 3 vezes o valor médio atual, as casas não irão recusar, pois precisam e sabem que o serviço é peça chave de seus eventos.
Regulamentação profissional: Pra mim isso é apenas coletivizar. Tornar o indivíduo escravo de um coletivo, com regras e uma clara simbiose com ideologia política, às custas do suado trabalho do artista. Ou seja, o artista paga para fingir que é representado. E ficam todos como acontece com estudantes na UNE e trabalhadores CLT com sindicatos em geral.
Insalubridade: O valor cobrado considera (ou deveria ser considerado) as devidas proteções ou prevenções financeiras para cobrir possíveis imprevistos e a própria qualidade de vida, como acontece em qualquer outra profissão liberal. E jamais investir num "caixa" coletivo para sujeitar-se ao péssimo serviço de retorno como acontece com PIS, FGTS e INSS. Vide corrupções descobertas recentemente.
Desunião da classe: Nada une mais uma classe que a iniciativa de dedicar-se constantemente a projetos, saber utilizar as ferramentas existentes e se desvencilhar das amarras públicas, como Leis e Entidades representativas (que nada representam).
O Brasil precisa parar de chorar.
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Cachês baixos, falta de regularização profissional, insalubridade e desunião da classe. E por essas e outras que os músicos de Mato Grosso decidiram se reunir, na noite desta segunda-feira (28), em uma audiência pública na Assembleia Legislativa para debater a atual realidade da categoria, bem como a reestruturação da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB – seccional no Estado).
A audiência – mediada pelo deputado Allan Kardec (PT) – contou com a presença do presidente nacional da entidade, Gerson Tajes, que ouviu uma infinidade de reclames da categoria, que há muito tempo não se sente representada.
- Marcio Camilo - Viver MT -

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