terça-feira, 11 de abril de 2017

Estudo prova de vez que o streaming NÃO está matando a indústria da música

Desde a popularização do MP3 e do surgimento do Napster, a indústria fonográfica vem brigando fervorosamente contra os avanços das plataformas digitais. No entanto, depois de perceber que esse novo espaço significava mais que pirataria e compartilhamento de arquivos ilegais, as gravadoras resolveram abraçar a nova mídia para tentar minimizar os impactos no seu mercado. O resultado disso? O streaming já é responsável por mais da metade dos ganhos do setor musical, revela um levantamento recente.
Até algum tempo atrás, era impensável imaginar que a RIAA – representante das empresas do ramo fonográfico nos EUA – iria pausar sua “caça às bruxas” contra o digital para celebrar a plataforma em um comunicado oficial. Isso, porém, realmente aconteceu nesta semana e mostrou que os serviços de transmissão de áudio foram um dos principais fatores que fizeram com que 2016 trouxesse um crescimento de US$ 7,7 bilhões (cerca de R$ 24 bilhões) para o segmento e marcassem o melhor ano das gravadoras norte-americanas desde 2009.
De acordo com os dados liberados pela associação, a soma dos acordos com todos os produtos de streaming – como Spotify, Tidal, Apple Music e Google Play Música, entre outros – saltou de apenas 9% do total dos ganhos da indústria, em 2011, para massivos 51% na contagem do último ano. Diferentemente de apostas de outros setores em projeto online, o mais interessante é perceber que grosso da receita não vem de anúncios veiculados a contas gratuitas, mas sim de assinantes pagos desses produtos.
Só nos EUA, por exemplo, o número de pagantes de serviços de streaming passou de 10,8 milhões para 22,8 milhões na comparação entre 2015 e 2016. Não se sabe exatamente se é possível converter mais adeptos aos planos mensais ou se chegamos a algo como um pico de consumidores nessa categoria, mas, pelo menos para os associados da RIAA, esse é o modelo de negócios mais lucrativo e próspero da atualidade. Quem diria que não tirar o seu cartão do Spotify depois dos três meses de promoção resultariam nisso, hein?

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