sábado, 11 de março de 2017

Os músicos sabem da importância do baixo. A ciência agora detalhou o seu papel fundamental

Subestimado por alguns, o instrumento produz som numa frequência que, embora nem sempre ouvida no primeiro plano, dita o ritmo das canções. E chegou a uma conclusão que muitos músicos já sabem: a percepção de tempo musical é muito mais precisa com os registros baixos. Vale lembrar que, quando falamos em “registros baixos”, não estamos falando de volume, e sim de registros mais graves. 
Notas ou acordes tocados por instrumentos de cordas geralmente se destacam em uma música, mas o mesmo não vale para o baixo. Ele é um dos elementos menos percebidos de um arranjo, o que se reflete no status de baixistas em geral nas bandas de rock, sempre secundários em relação aos guitarristas, por exemplo. A despeito da discrição do som e dos músicos, porém, quem entende do assunto sabe que o instrumento desempenha um papel fundamental. Essa importância ganha agora respaldo científico a partir de um estudo da psicóloga canadense Laurel Trainor, do instituto de música da McMaster University.  Trainor dissecou a importância de sons de baixa frequência para estabelecer o ritmo das canções. E chegou a uma conclusão que muitos músicos já sabem: a percepção de tempo musical é muito mais precisa com os registros baixos. Vale lembrar que, quando falamos em “registros baixos”, não estamos falando de volume, e sim de registros mais graves.  Como foi a pesquisa A equipe de Trainor usou uma técnica chamada eletroencefalografia, que consiste na aplicação de eletrodos no couro cabeludo para monitorar as atividades do cérebro. Ela aplicou os elétrodos na cabeça de voluntários para acompanhar a reação deles enquanto ouviam ao toque de duas notas de piano: uma grave e outra aguda, tocadas em intervalos de tempo iguais. Vez ou outra, uma nota era tocada fora do tempo. A psicóloga constatou que o cérebro dos participantes detectava mais facilmente as notas graves tocadas fora do tempo do que as notas agudas. Ela também monitorou como as pessoas acompanhavam as batidas com movimentos sutis dos dedos. De novo, a percepção era maior para baixas frequências.
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