quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Cultura em Cuiabá na era da Cleptocracia - Diga-se: Corrupção

A Cultura é um setor que nunca funcionou em Cuiabá. Agora o enterro é oficializado. O que pode ser uma oportunidade para alguns. Então vamos observar neste movimento quem está querendo garantir um emprego no MinC ou até editais que não saem do papel.
Vamos nos inspirar na matéria da corrupção na Cultura em Cuiabá citada no post anterior. Essa é apenas a primeira fase dessa operação. Ela começou por Cuiabá, Rondonópolis e um monte de cidades do interior do Brasil. Um roteiro muito conhecido de quem "faz cultura" no Brasil.
Participar é isso. Mesmo que não concorde, tente documentar, testemunhar e montar esse quebra-cabeças.
No caso específico de Cuiabá, um tanto 'fora do eixo' para os padrões usuais de trato com questões culturais, comprova-se a existência de corruptos em excesso ligados a essa área, evidenciado pelo resultado catastrófico de aplicabilidade das políticas públicas. Afinal, esse know-how se espalhou pelo país inteiro e atualmente manda no MinC e em prefeituras pelo Brasil cleptocrata.
Não há prejuízo a quem faz cultura de fato em "ocultar" uma Secretaria, pois perdura o patrocínio de empresas privadas, como hoje acontece, ou mesmo auto financiamento da produção com dinheiro de bilheteria, por ela ser boa, do tipo que gera retorno e provoca a perpetuação do sucesso. Ainda assim o setor continua garantindo as verbas públicas alocadas, por exemplo, pela Secretaria de Planejamento.
Secretaria de Cultura, assim como o ministério do mesmo nome, só têm utilidade na gerência do patrimônio cultural de um povo como museus, por exemplo. Mas nem isso justifica a estrutura de uma secretaria de cultura por município.
Uma secretaria *estadual, ou mesmo federal, que gerisse a contento essa área cobriria esse encargo gerencial.

3 comentários:

blogger do negao disse...

Foi evidenciado que muita gente que está organizando o movimento, da forma como está nas suas publicações, não está querendo colaborar com a Cultura local. São militantes do corruptismo brasileiro.

blogger do negao disse...

"O delegado informou que há fortes indícios da existência de uma quadrilha que tem com "modus operandi" a captação de pessoas “laranjas” e subsequente “montagem” de projetos culturais “frios”, seguindo-se de seus respectivos pagamentos pelos cofres públicos a estas “laranjas”, que por sua vez repassam quase a totalidade dos valores aos líderes do bando, os quais contam ainda com o apoio de familiares para lavar o dinheiro."

Osvaldo Tancredo disse...

Sou a favor de que se mude aquilo que não está dando certo mesmo. Se for pra melhorar a saúde acabando com a secretaria e enxugando o gasto e dando retorno pro povo, então que acabe.
Já viu algo mais "estranho" que o tribunal de contas? Não funciona do jeito que está. Quem gere o estado dá um jeito de fiscalizar as próprias contas. Isso está errado também.
No caso da cultura, acho uma pena que tenha que chegar a esse ponto, mas acredito que o estado não tem obrigação de bancar projetos sem contrapartida social. Acredito que o imposto que o artista paga não deve ser destinado para projetos aprovados exclusivamente por lobby de conselheiros. E sabemos que isso existe. Acho que os editais devem continuar, mas com mais critério, mais fiscalização e pessoas técnicas, capacitadas para avaliarem projetos e até mesmo auxiliarem no aperfeićoamento de projetos que ainda não estão bons. Sabemos que isso não existe. Nossos projetos são recusados e nem sabemos porque.
Vejo muito pouco investimento em festivais, salvo projetos de grupos isolados, como o Grupo Tibanaré Mt fez ano passado e como o Eduardo Espíndola vem fazendo brilhantemente com a MITI, além do festival de cinema, que vive a duras penas. Mas essas iniciativas nâo partem do Estado. Vejo muito pouco, ou quase nada, da presença pública da cultura nos bairros, na periferia, nas escolas públicas. Se não fossem projetos isolados, voluntários, ou contrapartidas de projetos artísticos, não teríamos nada. O que fizeram com o espaço Silva Freire?? O que fizeram com o teatro do IFMT? O que estão fazendo com o Cine Teatro? E o Teatro Municipal? Cadê? Isso sim é assassinato.
Vai acabar com a Secretaria municipal pra construir um teatro novo, então que acabe. Se for pra cultura se reestruturar, sem a presença de um "departamento" chamado Secretaria, mas com o trabalho de readequação das verbas, com investimento em centros culturais nos bairros, com aulas de dança, cinema, teatro, música, biblioteca, espaços pra apresentação...isso transforma, isso é bom pra gente. Em pouco tempo teremos formação de platéia, novos artistas surgindo, e profissionais da arte podendo viver de seu trabalho. Sendo remunerados decentemente.
1 salário de 5 mil de alguém engravatado atrás de uma mesa já paga pelo menos 3 professores pra dar aula de arte em escolas públicas 2 vezes por semana. Quem vive da arte sabe o que eu falo.
Acho que isso ia ter muito mais retorno social.
Enfim, acho que é uma discussão bem ampla e independente do ponto de vista, devemos acompanhar de perto o que será feito, quando será feito e porque será feito. Vamos convocar assembléias, dialogar, cobrar mais de perto e tomar muito cuidado pra não virarmos massa de manobra da oposição. Isso tá na moda.
A classe mais formadora de opinião é a classe artística e só dependemos do nosso próprio trabalho pra fazermos la revolucion. Então façamos!
- Thyago Mourão -