terça-feira, 11 de novembro de 2014

Carlos Amorim publica livro alentado sobre a Guerrilha do Araguaia

“Araguaia — Histórias de Amor e de Guerra” (Record, 504 páginas), do jornalista Carlos Amorim, é um livro alentado sobre a Guerrilha do Araguaia, um dos temas do período ditatorial sobre o qual ainda se precisa esclarecer muitas coisas. A editora garante que se trata de “o mais completo e surpreendente livro sobre a organização mais importante da resistência armada ao golpe de 1964. Um livro que vai virar referência para historiadores e todos os interessados na história recente do Brasil”. Não li a obra, mas soa mais como publicidade, o que é natural, pois a editora tem mesmo de promover seus produtos. A Guerrilha do Araguaia é uma obra aberta, nada fechada, e será preciso muito mais pesquisas e livros para que se tenha uma compreensão mais abrangente do que efetivamente aconteceu na selva e nas pequenas cidades do Pará e de Goiás (hoje Tocantins) entre 1972 (e mesmo antes) e 1974 (e até um pouco depois). A obra que for apresentada como “bíblia” sobre o assunto amanhã poderá ser contestada, ao menos parcialmente, por novas pesquisas.
O assunto Guerrilha do Araguaia, num primeiro momento, era “propriedade” do Partido Comunista do Brasil. Aos poucos, foi escapando ao controle do PC do B, incluindo versões dissidentes, como a de Pedro Pomar, e livros de pesquisadores não militantes (e também militantes). Entre os melhores estudiosos do assunto estão Romualdo Pessoa Campos Filho (militante do partido e doutor pela Universidade Federal de Goiás), Elio Gaspari, Myrian Alves, Eumano Silva, Taís Moraes, Hugo Studart (mestre e doutor com pesquisas sobre o tema), Luiz Maklouf de Carvalho e Leonencio Nossa.
- Jornal Opção -
..............................
 
O Partido Comunista Brasileiro enfrentou o regime militar em vigor querendo implantar a ditadura comunista no país.
Entre uma ditadura ou outra, o Brasil se deu bem como está e como sempre esteve desde o militarismo, no culto ao capital. Muitos militantes, "revolucionários" daquele período, estão hoje no poder mantendo e condimentando o efervescente capitalismo "coxinha".
O movimento militar que derrubou João Goulart em 1964 é narrado sob vários ângulos de acordo com a conveniência ideológica. Hoje prospera uma farsa, principalmente no meio acadêmico, que garante uma verdade pré-fabricada. No filme "1984" de George Orwell (um relato sobre o regime marxista) o Ministério da Verdade era encarregado de modificar documentos históricos e notícias em favor do regime em vigor. Qualquer semelhança com a Comissão da Verdade e ações do Ministério da Educação é mera coincidência. Hoje, ler autores diferentes o excomunga da ortodoxia universitária.
Segundo Vladimir Lenin, a verdade é um conceito burguês.

0 comentários: