quarta-feira, 9 de abril de 2014

Valsa Nº6 de Nelson Rodrigues esta em cartaz no Cine Teatro Cuiabá

Pela primeira vez uma peça de Nelson Rodrigues é adaptada para o teatro de animação. “Valsa nº 6”, monólogo escrito em 1951, apresenta uma menina assassinada aos quinze anos que tenta se lembrar do que aconteceu. As imagens chegam aos pedaços e ela vai reconstituindo o passado, ainda recente, até descobrir que está morta.
A montagem da companhia Teatro Portátil foi sucesso de público, no Rio de Janeiro, e volta aos palcos no Cine Teatro Cuiabá, nos dias 09 e 10 de abril de 2014, às 20 horas.
A encenação utiliza recursos da linguagem de animação para valorizar a poética do texto, já que “a peça tem o formato de um poema dramático”, diz o diretor Alexandre Boccanera. Em cena Flávia Reis, Julia Schaeffer e Guilherme Miranda, que também assina a direção musical, manipulam a protagonista do espetáculo: a boneca Sônia. Sem descaracterizar o monólogo a boneca contracena com seus manipuladores para dar vida ao universo poético da peça.
A ideia de adaptar o texto de Nelson Rodrigues para o teatro de animação partiu de Flávia Reis, que faz a voz e manipula a cabeça e um dos braços da boneca. A atriz destaca que a temática da peça foi primordial para a escolha. “A peça questiona nossa existência. Colocar uma boneca - um objeto inanimado - em cena, cheio de vida, indagando ao espectador sobre o que é estar vivo, representa para mim uma metáfora dessa questão”.
No palco, além da boneca, estão as memórias de Sônia, projetadas em filmes de animação. A proposta é trabalhar com diferentes dimensões narrativas e metafóricas, reais e fictícias, presentes na peça. “É uma experiência estética muito especial”, define Flávia.
A boneca foi confeccionada pelo bonequeiro Raimundo Bento, do Giramundo, de Belo Horizonte, inspirada na estética do filme “A Noiva Cadáver” de Tim Burton. Beatriz Carvalho e Diogo Nil Cavalcanti, dupla radicada no Canadá, assinam os filmes de animação que projetam as imagens das lembranças de Sônia. Um piano fragmentado e projeções de desenhos animados compõem o cenário do espetáculo.
“Valsa Nº 6” foi contemplada pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz/ 2013 para circular pelas cidades de Brasília, Campo Grande, Cuiabá e Rondonópolis.
Companhia de Teatro Portátil
Há oito anos sediada na cidade do Rio de Janeiro, a companhia Teatro Portátil desenvolve uma pesquisa continuada sobre a linguagem do teatro de animação. Com o material dessa pesquisa, criou os espetáculos “2 Números”, “As Coisas” e “Valsa nº6”.
A primeira montagem, “2 Números”, teve apoio do Programa de Bolsas Vitae de Artes, estreou em 2005 e participou de diversos festivais de animação nacionais e internacionais, com destaque para apresentações em Cabo Verde e na Espanha. Esteve em cartaz no Teatro de Arena da Caixa Cultural do Rio de Janeiro em 2008, no SESC Avenida Paulista em 2009, no Teatro da Caixa Cultural de Curitiba em 2010, no Sesc Santo Amaro/SP em 2011 e no Teatro Fashion Mall/RJ em 2014. “As Coisas”, produzido com patrocínio do Banco do Brasil, estreou em 2010 e esteve em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília e do Rio de Janeiro. Em 2011, integrou a programação do 5° FITA Floripa – Festival Internacional de Teatro de Animação de Florianópolis/SC. Em 2012, foi contemplada com o FATE – Fundo de Apoio ao Teatro da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, reestreou no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro e circulou por espaços culutrais da cidade. Em 2013, esteve em cartaz no Teatro Fashion Mall/RJ. “Valsa nº6” comtemplada com o FATE – Fundo de Apoio ao Teatro da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro estreou em 2012 no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. Em 2013, esteve em cartaz no Teatro de Arena da Caixa Cultural do Rio de Janeiro.
Visite o site: www.teatroportatil.com.br
- Fonte: www.odocumento.com.br -

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