quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Experimento usa ondas cerebrais para compor música clássica

O projeto de neurotecnologia musical, desenvolvido pelo compositor e professor Eduardo Miranda, "lê pensamentos" - com a ajuda de uma espécie de touca que capta ondas cerebrais - e promete transformá-los em música, mudando completamente o processo tradicional de composição.
O professor planeja usar este sistema para fazer leituras dos cérebros de quatro pessoas e controlar um quarteto de cordas com o resultado. Isto é a base de sua composição mais recente, chamada de Activating Memory (Ativando a memória, em tradução livre).
A repórter de tecnologia da BBC LJ Rich estou a máquina antes da performance musical. Confira seu depoimento abaixo.
O pesquisador e engenheiro Joel Eaton me ajudou a vestir a "touca cerebral", que é cheia de eletrodos de metal e fios.
Segundo Eaton, o eletrodo principal na parte de trás da minha cabeça selecionaria ondas cerebrais do meu córtex visual, enquanto os outros eletrodos ajudariam a cancelar qualquer barulho de fundo.
Para que o sistema funcione, é preciso que o usuário se concentre em um de quatro padrões quadriculados. Eles piscam em ritmos diferentes e cada padrão faz com que a área visual do cérebro emita um sinal elétrico simpático.
O sinal é captado pela touca e enviado ao computador. O aparelho funciona melhor quando o resto do cérebro está relaxado, então o pesquisador me pede para "limpar a mente".
Em seguida, os sinais elétricos do cérebro são amplificados e enviados para um laptop.
Eaton me pediu para prestar atenção em um dos padrões de uma maneira muito específica, focando e desfocando o olhar. Às vezes eu tinha que tirar os olhos da tela e olhar novamente para refrescar o cérebro.
Quando eu acertava, o padrão escolhido enviava uma frase musical para uma tela diante de Jane, uma violoncelista profissional que tocava a música que eu produzia.
Foi muito difícil no começo. Enquanto tentava focar, desfocar e relaxar, eu não conseguia ficar muito animada quando funcionava, porque isso me tirava do estado mental necessário para produzir o sinal.
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