terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Resenha: Banda Branco ou Tinto estreia com álbum correto

Entre os muitos lançamentos insossos que infestaram a cena rocker nacional nos últimos anos, poucas bandas autorais conseguiram produzir música sincera e de qualidade sem fugir, até inconscientemente, das armadilha dos clichês, da imitação, ou simplesmente da ruindade. O grupo Branco ou Tinto, de Cuiabá, reforça o time das que apostam em seguir seus instintos primais ao entregar o álbum de estreia “50 Segundos”. O trabalho tem dez canções que deixam claras as influências dos caras, tanto no timbre e o jeito de cantar do vocalista, que me lembrou muito o grande Lô Borges, como nas variadas matizes sonoras que banda despeja. Inevitavelmente o som do BOT, como fica claro na música de abertura “O Amor Caiu em Desuso”, mostra de pronto que o disco é uma intensa e bem construída fusão de rock setentista com algumas pitadas de anos 1990 e sinais fortes de Mpb. Aliás, as letras são bem feitas e pensadas não apenas para rimar ou caber na métrica da música. “Presente de Grego”, que emula solos de guitarras na medida certa, constata a lucidez da literatura dos cuiabanos. E o disco caminha por linhas bacanas, como em “Subconsciente”, de pegada mais pop mas com um certo clima pesadão na cozinha.
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