quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Olho Nu mostra Ney sem máscaras

Ícone da história da música brasileira e performer único em seu tempo, o cantor Ney Matogrosso ganha filme dirigido pelo cineasta carioca Joel Pizzini.
“Olho Nu” não é uma cinebiografia: o longa subverte o formato tradicional de documentário, desenhando-se com uma linguagem própria, construída a partir de um conjunto de imagens e de sons reunidos pelo artista e de um extenso material captado especialmente para o filme.
Sobre o filme
Realizado por Joel Pizzini em parceria com Paloma Rocha e com o Canal Brasil, “Olho Nu” é um retrato de uma carreira marcada pela irreverência, pela força estética e, sobretudo, por uma retórica coerente.
Com uma narrativa inquieta e não linear, o filme se conecta em perfeita sintonia com a carreira do cantor. “Para dar conta da vastidão deste personagem, optamos pelo filme-ensaio, um documentário de criação, não estritamente biográfico, já que a história de vida de Ney foi amplamente difundida. Produzir uma antologia, o caminho mais fácil, seria injusto com este “animal cinematográfico”, cujo desejo maior sempre foi atuar.
Em “Olho Nu”, Ney – com e sem máscaras – dá vazão às inúmeras facetas que o tornam um dos artistas com mais recursos da atualidade. Esse não é um filme “sobre”, mas “com” ou “através” de Ney Matogrosso”, define Pizzini.
Nos primeiros minutos, espectador se depara com imagens raras e intimistas de Ney no camarim, em frente ao espelho, se preparando para assumir aquela persona magnética e extravagante que subia ao palco à frente dos Secos & Molhados, no início dos anos 70. Um riquíssimo acervo pessoal, que o próprio Ney guardou instintivamente ao longo de décadas, foi oponto departida para “Olho Nu”.
Depois de debruçar-se sobre esse vasto material, o diretor filmou durante os três anos em que acompanhou Ney, durante a turnê do disco “Inclassificáveis” e em sua terra natal: Mato Grosso do Sul. As imagens que evocam sua cena de origem cruzam o filme tanto de maneira solene como estilizada, sempre num viés atemporal, como mote narrativo de um personagem que se reiventa na procura de sua fonte de expressão. [...]
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