quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Livre, Macaco Bong apresenta a nova formação no Rio e deixa a impressão de que muita música boa ainda vai ser produzida pelo trio

De um lado, ajoelhado, o guitarrista extrai efeitos de uma guitarra surrada e de um conjunto mínimo de dois pedais. Do outro, um guitarrista tenta acompanhar a viagem, ora fazendo a base ora solando em paralelo, com a companhia de um baixista que parece mais familiarizado com a situação. No centro um baterista da mão pesada pega leve, entrando no clima psicodélico proposto pela situação. Convocada por um gesto de controlador de trânsito, uma cantora começa a soltar vocalizações de lembrar – de passagem - Clare Torry em “The Great Gig in the Sky”, do Pink Floyd. É o momento central do primeiro show da nova formação do Macaco Bong no Rio, ontem (28/1), no Teatro Rival.
Não que a tal formação tenha mudado tanto assim. É que Bruno Kayapy, o guitarrista ajoelhado, recebe no palco Gabriel Muzak – o outro guitarrista – e a cantora Marcela Vale, conhecida como Mahmundi, nessa verdadeira peça instrumental que parece ter sido desenvolvida ali mesmo, na hora, sem ensaio sem nada, tudo na intuição e no feeling. Antes, Muzak, que é dado a invencionices, participa de uma versão ultra pesada para “O Canto da Ema”, de Jackson do Pandeiro, que Bruno chamou de “sei lá music”. Totalmente instrumental e completamente diferente da original, jamais seria reconhecida se não fosse anunciada pelo título. A música mostra que o guitarrista, único remanescente da formação clássica do Macaco, está em grande forma e – o melhor – inspiradíssimo. [...]
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