quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Médicos cubanos trabalharão para o Fora do Eixo e “receberão” em Cubo Card

A questão salarial era o elemento mais controverso que rodeava a contratação dos médicos cubanos por parte do Ministério da Saúde. Acreditava-se, até então, que o Brasil faria os pagamentos ao governo cubano, que repassaria uma parte do valor para o médico. O Ministério da Saúde desmente a informação errônea e assegura que os médicos serão administrados por Pablo Capilé, dono do Fora do Eixo, uma rede de coletivos atuando na área da cultura e saúde em todo o Brasil, e serão pagos com Cubo Cards, dinheiro invisível e metafísico da organização, através do programa batizado de “Médico por vocação, não por remuneração”. “Assim como os meus artistas, os médicos cubanos trabalharão por puro amor. Amor é vida. Trabalho é vida. Dinheiro, não! Beleza pura, ilê-aiê. A realização do humano opera em dimensões e instâncias rizomáticas hiperbólicas, remetendo o valor-trabalho a uma proto-ressignificância social expansiva. Por isso, é muito mais coerente que o trabalho-amor dos médicos cubanos seja remunerado em Cubo Cards ou, mais especificamente, em Cuba Cards, que podem ser convertidos em outros devires-produtos, como serviços de design gráfico, curtidas no Facebook, horas em lan houses e vidas no Candy Crush. A economia social viabilizada pelo Fora do Eixo é capaz de dar um giro midialivrista de 180 graus na concepção cristalizada da profissão que é propagada pelo CRM, que, por sua vez, se mostra acorrentado ao caquético rancor capitalista. Na realidade, o médico é apenas um duto para a rede e tem que trabalhar de graça! Transubstanciando-se em alternativa para a economia do governo com gastos sociais. A parada é memética, tá ligado?”, afirmou Capilé.
- Diário de Pernambuco -

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