sábado, 26 de outubro de 2013

Coletivo Fora do Eixo e o "Negócio Aberto" de George Soros

George Soros e companhia patrocinam o Coletivo Fora do Eixo. O patrocínio não é direto, mas intermediado por instituições que a Soros Open Society e outras "amigas da causa", como a Fundação Ford e a Fundação Rockefeller, patrocinam, incluindo universidades federais e organizações não-governamentais.
Embora não haja dados oficiais a respeito dessa ligação, pode-se inferir que as mesmas instituições sociais patrocinadas por Soros e companhia são as mesmas que se identificam com a causa do Coletivo Fora do Eixo.
Além disso, os "fora do eixo", no plano ideológico, são os representantes do modelo ideológico do "negócio aberto", traçado por Soros para sua Soros Open Society. E um elo, com toda a certeza, faz a ligação entre os dois: o advogado e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Ronaldo Lemos, guru dos "fora do eixo" e assumidamente patrocinado por Soros.
E o que é esse tal "negócio aberto"? É uma forma avançada de neoliberalismo, associada à flexibilização burocrática que, à primeira vista, parece uma faca de dois gumes, porque haverá maior liberdade de uso de direitos autorais mas favorecerá a mais caótica pirataria.
Isso à primeira vista, porque ela se aproxima mais da pirataria do que da verdadeira liberdade na reprodução de imagens e sons. A flexibilização defendida por Soros favorece muito mais o mundo dos negócios do que o ativismo social, embora este seja o pretexto para as "generosas" contribuições do megainvestidor estrangeiro.
O "negócio aberto" - open business, em inglês - de Soros, aplicadas à plataforma ideológica do Coletivo Fora do Eixo, sugere, por exemplo, o fim das normas mais justas de copyright, num extremo oposto à rigidez do ECAD, pois o problema maior continua existindo, que é o não recebimento do dinheiro de seus direitos autorais.
Em outras palavras, o tal do copyleft - termo usado de forma irônica pelos seus detentores - pode até estimular qualquer um a samplear qualquer coisa ou a copiar tudo de tudo, mas se há algum dinheiro para os direitos autorais de quem elabora uma obra artística ou um documento, ele também não vai para seu responsável.
Dessa feita, o dinheiro que, pelo rigor do ECAD, vai para os donos de editoras ou para a própria cúpula desta instituição (para quem não sabe, ECAD é Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), pela flexibilização do "negócio aberto" vai para o mercado clandestino ou para empresários que descumprem normas trabalhistas e que controlam o mercado irresponsavelmente tido como "independente".
Ou seja, o "negócio aberto" acaba agindo não para promover o socialismo econômico nem reforçar e viabilizar os movimentos sociais, embora seu discurso insista nessa tese que, na prática, não acontece. Mas permite, por exemplo, a "lavagem" de dinheiro da corrupção política, a sonegação de impostos e o descumprimento das leis trabalhistas.
A "subversão" do discurso "fora do eixo", que sugere, em tese, maior ousadia nos movimentos sociais e mais radicalismo nas rebeliões populares, cai por terra quando se nota que tudo isso apenas é um discurso para aumentar o controle do mercado no ativismo social, domesticando-o na medida em que ele se torna "mais ousado" na forma, porém mais inócuo no conteúdo.
"RELIGIÃO" DA ECONOMIA
Falando assim, fica muito complicado quando vemos que, no Brasil, vivemos uma "religião da Economia", espécie de divinização do dinheiro, como se a Economia fosse resolver todos os problemas existentes no Brasil, visão que até mesmo as "esquerdas médias", até por influência de dissidentes do PSDB, continuam acreditando.
A Economia, sabemos, não limita-se a ser viabilizadora de atividades sociais, mas, valorizada de forma excessiva, pode mesmo anular o sentido real das atividades sociais. E o que vemos é a prevalência do mercado até mesmo quando a retórica evoca a "morte do mercado", porque apenas estruturas de dominação se reciclam com a mudança de personagens e instituições.
Em outras palavras, o dito "mercado independente" esconde, na verdade, tanto um mercado clandestino, alimentado pelos camelôs, ou um mercado "pequeno" que descumpre normas trabalhistas e fiscais. A "mídia independente" e as "novas tecnologias" também seguem esse caminho, com rádios comunitárias envolvidas em politicagem e a pirataria digital mais criminosa.
Portanto, o "negócio aberto" apenas permite os abusos de ordem econômica naquilo que a legislação conservadora aparentemente proibe e os movimentos sociais aparentemente aceitam. Mas tudo isso acaba fortalecendo o mesmo mercado que seus "ativistas" dizem combater. E acaba rendendo muito mais dinheiro, consistindo apenas no outro lado da moeda ideológica do neoliberalismo.

- Por Alexandre Figueiredo, 11/2012, via Mingau de Aço -

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