quarta-feira, 28 de agosto de 2013

No Fora do Eixo, quem fizer sexo com mulher feia é ‘recompensado’

A “matriz” do grupo fica em Cuiabá e seu maior líder é o controvertido Pablo Capilé, dublê de artista e empresário, que está ficando famoso nacionalmente, tanto pelos “canos” que dá em colegas do meio artístico cooptados por ele, como por suas concepções sobre sexo
No grupo Fora do Eixo (FdE), prova de dedicação à causa é atrair e manter relações sexuais com mulheres (consideradas) feias para aumentar o rebanho capitaneado por Pablo Santiago Capilé Mendes. Essa é apenas uma das denúncias de sexismo feitas por um grupo de ex-integrantes do FdE num manifesto divulgado na internet
Edição eletrônica da revista VEJA publicou na segunda-feira (26) reportagem em que o líder do coletivo Fora do Eixo, cuja célula-mãe é em Cuiabá, Pablo Capilé, tinha como principal determinação que sexo com mulheres feias. Dessa forma, Capilé aparenta ser uma espécie de líder de seita. Leia as denúncias.
No grupo Fora do Eixo (FdE), prova de dedicação à causa é atrair e manter relações sexuais com mulheres (consideradas) feias para aumentar o rebanho capitaneado por Pablo Santiago Capilé Mendes. Essa é apenas uma das denúncias de sexismo feitas por um grupo de ex-integrantes do FdE num manifesto divulgado na internet nesta segunda-feira - e que reforçam a série de revelações recentes sobre abusos cometidos pelos seguidores de Capilé.

O novo texto é assinado por quinze dissidentes - dez homens e cinco mulheres - do grupo de Capilé que se dizem afeitos aos ideais feministas e detalham a forma como eles são tratados em cada uma das 25 casas-comunitárias do FdE espalhadas pelo país, onde jovens trabalham para a comunidade em troca de comida e moradia. O manifesto cita a tática "catar e cooptar" - atrair novos integrantes através da sedução - que ganha contornos ainda mais chauvinistas com a revelação do lema repetido pela cúpula do FdE, segundo os ex-integrantes: "Quem pega mulher ‘feia’ ganha mais lastro”, ou seja, é mais valorizado pelos líderes da causa.
Os métodos da casa foram relatados, pela primeira vez, pela ex-estudante de jornalismo Laís Bellini, que abandonou o curso para ser uma "interna" do FdE.
Estratégia
Para "catar e cooptar", primeiro é traçado um perfil da pessoa que deve ser aliciada e, em seguida, é feito um plano de ação. “É debatido o perfil do futuro integrante ou colaborador e quais membros teriam afinidade de atraí-lo para iniciar, com ele ou com ela, um relacionamento amoroso e/ou sexual e cooptá-lo(a)", diz o texto. "Homens e mulheres fazem parte desses artifícios.”
Após ser cooptado, o novo integrante deve ser constantemente vigiado pelo seu agente “cooptador”, que deve controlar as amizades, as conversas e as leituras. Todas essas informações devem ser relatadas à cúpula, que, por sua vez, monitora o casal para que não haja a “contaminação dos dois indivíduos”. A expressão se refere à possibilidade de nascer um relacionamento amoroso entre eles, o que não é bem-visto na comunidade FdE.
A principal reclamação dos dissidentes é que, em razão da divisão das tarefas por gênero, as mulheres acabam por ficar a maior parte do tempo enclausuradas nas repúblicas enquanto os homens têm mais liberdade para sair.
Histórico
O manifesto dos quinze ex-membros se soma às acusações de usurpação de trabalho de artistas, retenção de cachês, utilização de mão de obra não renumerada e estelionato, que vieram à tona no início de agosto com o depoimento da cineasta Beatriz Singer divulgado em sua página pessoal no Facebook.
Na ocasião, Beatriz desabafou sobre como foi levada a aceitar que seu filme Bollywood Dream – O Sonho Bollywoodiano participasse de festivais promovidos pelo FdE sem que lhe pagassem cachê.
- paginaunica 27/08/13 -

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