quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Fora do Eixo em Pernambuco: ex-representante revela as ações da rede no estado

“O que me move para fazer estas declarações depois de tanto tempo? Medo, vergonha, falta de clareza do que havia acontecido foi o que me impediu. E agora, quando vejo outros colegas se exporem e ver em seus relatos as mesmas vivências pelas quais passei.”
O ex principal nome do Fora do Eixo em Pernambuco, o venezuelano Alejandro Vargas, postou hoje o seu depoimento sobre a rede de coletivos culturais, da qual se desligou no mês de fevereiro. É um relato longo em que Alejandro começa elogiando a rede – “O Fora do Eixo é talvez o que de mais bacana aconteceu na música nos últimos 10 anos no Brasil” – e depois aponta os deslizes do FdE e os motivos de sua saída.
O relato é diferente dos demais já publicados porque mostra o ponto de vista de alguém que estava atuando aqui em Pernambuco. O texto completo é indispensável e está disponível na íntegra aqui, com links para documentos e outros depoimentos.
Abaixo, selecionei alguns trechos do depoimento de Alejandro Vargas.
Pernambuco X FdE
“No ultimo dia do Congresso FdE de 2011, dia em que o Pablo proferiu palavras rancorosas sobre rancor na cena cultural de Pernambuco, por volta das 22h entra na sala um dos meninos do CdC (núcleo de audiovisual que depois se junta com a comunicação e forma a Midia NINJA) e o Pablo pergunta se dava para tirar do ar a parte em que ele falava de Pernambuco ele afirma e o Pablo pede pra tirar o video do ar, so que já era tarde.”
Financiamento e nome sujo na Serasa:
“Por outro lado, faz parte da prática cotidiana de algumas Casas Fora do Eixo, como São Paulo e Belo Horizonte, a utilização dos cartões de quem mora na casa, assim tem um poder de compra maior. Para explicar: tem a grana que vem de projetos, tem a grama que vem de eventos, banquinhas etc, tem o investimento em serviços (trabalho) de quem faz parte da rede (o Card) e tem também os créditos de cartões de quem faz parte da rede e parceiros próximos esse nunca entra na fala de quem explica a capacidade de realização, porque só são pagos alguns cartões. Por exemplo meu caso, meu cartão foi emprestado para a compra de passagens dos palestrantes do congresso em São Paulo, 2011. Em Fortaleza tínhamos disponibilizado o cartão para ser um ativo econômico da “casa” para as necessidades coletivas. Ao pedir para ver a possibilidade de pagar a fatura do cartão, para que ele continue ativo, o que escutei foi um NÃO bem grande e um “eu não tenho nada a ver com isso, vocês fizeram isso em SP, aqui é outra coisa. Não podemos assumir esse compromisso.” Fomos, eu e minha colega rebatidos e não houve diálogo para se pensar numa outra forma, sobre como poderíamos resolver. São Paulo não comentou nada sobre o assunto. Não tínhamos salário, logo, a dívida do cartão entrou para o SPC Serasa e até hoje tem um nome sujo por lá.”

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1 comentários:

Osvaldo Tancredo disse...

O governo já se manifesta e abraça o erro. Os jornais publicam matérias e lançam suas máquinas de fabricar mentiras: "Secretário de Cultura de SP diz que rapazes do Fora do Eixo estão sendo linchados".
Esse jornalismo que não é informativo, nem interpretativo, nem opinativo, mas sim um agente do poder, sufoca a democracia.