domingo, 25 de agosto de 2013

Fora do Eixo em evidência por denúncias graves

Sempre tive o mesmo posicionamento a respeito dos coletivos criados e administrados pelo Pablo Capilé, expressado no blog www.meupalco.com.br.
Não tenho rabo preso. Não ganhei nem perdi com o advento e atuação dos coletivos. Portanto posso fazer uma crítica sob olhar absolutamente imparcial, mesmo parecendo que estou escorraçando ou avacalhando com o negócio deles. Defendo o artista.
Eu sou admirador da pessoa Pablo Capilé e ele sabe disso, exatamente pelo seu jeito de seduzir se se posicionar intelectualmente. Mas entendo que tem muita dissimulação, blefe, esbulho e embaralhamento proposital de ideias nessas falas. E o resultado vemos por aí em depoimentos.
Nunca concordei com a maioria das práticas e principalmente com a moeda Cubo Card (ou FdE Card, ou qualquer papel assim). Tudo explanado em postagens.
O pessoal do FdE andou falando em rancor ou que todos estes que estão 'falando mal' do coletivo são pessoas que não se enquadraram no movimento, são preguiçosas, que se sentiram prejudicadas, são desavenças pessoais, que não conhecem o processo, são más ou sem integridade, ou qualquer coisa do gênero para poder tornar indigno as falas testemunhais e análises que expõe a experiência com o sistema.
O motivo de Meupalco voltar a publicar massivamente o tema Fora do Eixo, que já virou saga, é evidente. O negócio nasceu em Cuiabá e sempre acompanhamos o processo. A Cultura local saiu prejudicada, tanto que ficou um vazio no tempo, até a recomposição à rotina normal. Visto que a grande massa da cultura foi provocada (e até intimada) a participar em bloco, sob pena de ser excluído das "facilidades" ali oferecidas. Mas muita gente que embarcou percebeu logo os furos no barco, mesmo tendo que cumprir um certo tempo de dedicação, talvez como forma de mudar (exterminar com os cambalachos) ou tentar compensar de alguma forma a labuta.
Dizer que moeda alternativa (usado no eufemismo: social ou solidária) serve para impulsionar a economia de algum setor específico é, no mínimo, um equívoco - para não dizer que há facilidade (intensão) de calote ou de incapacidade de solvência, moratória. Esse modelo monetário alternativo amarra todo o processo em vários ângulos. O contratado não tem liberdade de escolha de consumo (preso aos "convênios"), se vê obrigado a consumir produtos que não precisa, fica preso à paridade desta "moeda" até o consumo, não há garantia de desconto caso não tenha o produto de interesse nos conveniados e não existe controle de órgãos oficiais. Mas pode haver desconto, se um 'agente' do sistema, com suas facilidades, assediar o contratado para descontar com um ágio criminoso, como acontece nos governos com os precatórios. Se há o lastro inicial no projeto (investimento, patrocínio e lucro) para as devidas remunerações por que não pagar em espécie?
Uma coisa é escambo e outra é enganação, fingir que paga. E de outra forma, não há negociação... o coletivo te dá a única opção de pegar ou largar.
O "Fora do Eixo Leaks" divulga a lista de parceiros públicos do FdE, como o senador Randolfe Rodrigues (PSOL)... cof-cof-cof 
Quem defende Fora do Eixo? Somente eles!
Segundo postado por Lenissa Lenza (FdE), 24/08/2013, no Facebook:
"Um grupo de pessoas se unem somente para destruir outras pessoas. Isso é rancor ou amor? É saúde ou doença? É um mundo que queremos?"
Respondo: Todos sabem que não há rancor nem movimento planejado. As pessoas apenas relatam. Por acaso são experiências negativas com o Fora do Eixo, que hoje só tem respaldo no próprio sistema e no governo, o grande parceiro.

Denunciar não é falar mal:
"Não se pode deixar de lado uma situação e falar que: "se o fde é tão merda porque se fala muito"?
É ÓBVIO QUE NECESSITAMOS FALAR SOBRE O FORA DO EIXO
Mas é isso que eles (FDE) desejam. Afinal, se apagarmos essa chama de denúncias e investigações, novamente, eles sairão ilesos e sem cumprir com as próprias palavras.
Não é novidade para ninguém a situação dos mesmos. A grande pergunta é saber como eles têm a coragem, porque a capacidade já mostraram que têm. Tudo o que conseguiram foi através de facilitadores, não importa o que necessita ser feito, os facilitadores... eis a questão do momento.
E os facilitadores estão onde menos esperamos, mas já sabemos que seria realmente "ali" que encontraríamos: no congresso, nas secretarias, nas bancas de aprovação de projetos...
Enfim... é quase um mundo de Alice, só que dark."
(Fiama Bamberg)

Quanto mais miserável o feudo, melhor para os políticos.

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