terça-feira, 27 de agosto de 2013

Fora do Eixo anuncia recall de ex-membros

Mesmo com algumas pessoas insistindo em dizer que a situação do Fora do Eixo está mais cabeluda do que o pôster central da Playboy da Nanda Costa (piada enviada pelo leitor Rafael Cortez), a verdade é que todas as fofocas 2.0, disse-me-disse-digitais e mexericos da candinha velho-midiáticos não foram suficientes para abalar a credibilidade do Coletivo que mais cresce no Brasil. Novos membros não param de chegar à Casa FDE, em uma movimentação humana com mais virgens existenciais do que a Jornada Mundial da Juventude. Mesmo assim, o FDE se preocupa em demasia com o desempenho de alguns ex-parceiros integrados que, após terem abandonado sua linha de montagem intelecto-afetiva, apresentaram pequenos problemas de funcionamento socio-cagueta. A fim de sanar tais desajustes, o Coletivo está convocando a cineasta películo-rancorosa Beatriz Seigner e a não mais moradora livre do aluguel Laís Bellini para um recall. Ambas têm apresentado falhas no freio argumentativo - que provocaram derrapagens ao longo de 78 mil caracteres em posts do Facebook – e vazamento, além de pisca-alerta-pilantragem, dedo-de-seta e corta-brisa disparados. No caso do modelo Bellini, o sistema que possibilita que o FDE a rastreie via satélite também parece desligado, e ela não responde as ligações diretas de Pablo Capilé, o Dr. Robotnik do FDE, tendo deixado para trás uma verdadeira família pós-amorosa, um caixa coletivo e algumas louças pra lavar. No intuito de evitar novas baixas, Capilé criou o projeto Masmorra Memética, que visa elevar o moral dos parceiros integrados até o sótão da Casa FDE. “Não serão os parceiros integrados, realmente, que ficarão trancafiados no sótão, e sim os seus egos”, explicou Capilé. “Os budisto-hinduístas sempre pregaram a morte do ego, saca, e eu concordo com eles, o ego tem que ser exterminado. Pode ser por inanição, sede ou falta de luz solar”. Se ainda assim o parceiro integrado insistir em ir embora, será estimulado a participar de uma resignificação corporal inspirada pela moderna yakuza. “Ele deixa com a gente seu polegar, o que possibilita que, mesmo ausente, continue participando da ‘Chuva de Likes’”. E assim segue o FDE, imune a todo tipo de crítica. “Quem acusa o sistema FDE de falta de horizontalidade é porque nunca assistiu uma reunião nossa, com todo mundo na horizontal, curvado pra mim”, cravou Capilé. Isso é que é lastro!
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