terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Por trás dos outdoors: Os bastidores do mercado musical brasileiro

Foi algo ESTARRECEDOR ler a matéria de capa do caderno Ilustrada, publicada ontem no diário Folha De S. Paulo. A reportagem escrita pela dupla Ana Balloussier e Matheus Magenta (quem?), fez uma “radiografia” (chapa branca total, diga-se) da organização Fora do Eixo e do seu PODER POLÍTICO hoje na pobre Cultura desse país.
Estarrecedor porque esse pessoal começou do nada em Cuiabá, há sete anos (e o blog acompanhou o trabalho deles muito de perto, durante uns cinco anos) e hoje, com o olho mega gordo e as garras em cima do poder público e da teta pública, montaram um AUTÊNTICO APARELHAMENTO em São Paulo, objetivando ARRANCAR O MÁXIMO POSSÍVEL DE GRANA do Governo e também ter A MAIOR INFLUÊNCIA POLÍTICA possível na cena cultural do país.
Nada contra uma entidade apresentar propostas e projetos culturais e sociais bacanas e, a partir deles, começar a se projetar nacionalmente. Zap’n’roll, ela mesma, assume que foi a Cuiabá pelo menos seis vezes por conta deles (na época era a produtora Cubo, gerida pelo mesmo Pablo Capilé que ninguém conhecia, e que hoje é possivelmente o sujeito mais poderoso da cena indie nacional e cappo das TENEBROSAS TRANSAÇÕES que envolvem a ONG e o poder público. Algo muito distante do sujeito boa praça e magricela que ficou naquela época, via o hoje extinto MSN, tentando convencer estas linhas online durante duas semanas seguidas a ir conhecer o trabalho da Cubo e o festival Grito Rock. Convenceu o blog, que se meteu numa viagem de busão de vinte e cinco horas até Cuiabá, onde ficamos por três dias, e onde descobrimos no festival, realizado numa galeria de arte, o Vanguart, do hoje mega ingrato e “pop star” de salto altíssimo, mr. Hélio Flanders). E por ter acompanhado durante alguns anos e tão de perto seus festivais e projetos paralelos, é que estas linhas online ficam INDIGNADAS E PASMAS com a matéria da Folha. Só pra constar: o Pablo Capilé sonhador e idealista, sem ainda estar maculado pela ambição do poder político e do assalto desmedido à teta pública, o sujeito que acompanhou o blog até o terminal rodoviário quando partimos de volta pra São Paulo, pra se despedir carinhosamente de nós com um  abraço mega fraterno, esse sujeito simplesmente NÃO existe mais.
(continua...)
http://www.zapnroll.com.br/

A "nova democracia" estirpada por idealismos frustrados no Brasil dos últimos anos não nos trouxe melhorias, especialmente no setor da Cultura. O que vemos é o rastejo dos investimentos e meios estorvados para o artista se lançar ao público. Entendido como marcha-a-ré das políticas públicas e iniciativas privadas. De modo que, observando o atraso e diante de tantos escândalos de corrupção que afetam todos os setores da sociedade, a solução sempre é mudar, nem que seja numa revolução popular.
A quantidade de eventos diários que temos há anos em Cuiabá já é o termômetro desse ritmo cultural. E olha que não faltam voluntários e tentativas, como acontece com o movimento Sarau das Artes (Sarau Free), marcando nosso calendário. Relevando também o trabalho de anos bem dedicado ao underground pelo Cachorrão no Caverna's Bar.
Luto.

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