quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Fora do Eixo criou universidade e partido informais

Diz o cuiabano Pablo Capilé que há "duas narrativas possíveis" e conflitantes para explicar o Fora do Eixo, rede de coletivos que funciona em 188 pontos do país.
"Uma é [que] 'eles chegaram agora e se sentaram na janelinha'", ironiza o dirigente sobre o poder de influência que a rede ganhou.
"A outra", continua, "é falar em como contribuíram para a mudança do mapa da música brasileira, conectaram coletivos, organizam o festival Grito Rock em 30 países e têm 'universidade' que trabalha na formação estética, política e social do aluno".
Para Paulo Sarkin, vice-presidente da Federação Nacional de Músicos Profissionais, "o discurso messiânico deles serve para solidificar uma panelinha na qual só tocam aqueles que se dispõem a enfrentar um esquema amador e cachês incertos. Ou seja, para jovens aventureiros".
Entre 2009 e 2013, o Fora do Eixo inscreveu ao menos 392 projetos em mecanismos de fomento à cultura das três esferas de poder: municipal, estadual e federal.
- Anna Virginia e Matheus Magenta, Folha de SP, 31/01/13 -

1 comentários:

Anônimo disse...

É uma grana alta que rola nesses projetos e ações.
As bandas participam trabalhando (e não só tocando). Sem remuneração alguma.
Enfim, enquanto o governo possibilita 'brechas' p/ esse tipo de prática, os mais organizados que aproveitem