quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Faleceu o artista plástico Sitó

Antônio Pereira da Silva (1931) - Sitó, como era carinhosamente chamado -, e sua esposa Alzerina Nascimento (1934), vieram do Ceará, mas se encontraram no serviço da lavoura no Estado de São Paulo. Lá se casaram e viveram por uma década. Em Junqueirópolis, em 1956, nasceu o filho Paulo. Pelos idos de 1958 resolvem morar em Mato Grosso, fixando-se em Rondonópolis. Até que, em 1974, a família chega finalmente a Cuiabá, onde entram em contato com a vida artística da cidade, principalmente com o movimento de artes plásticas encabeçadas pelo Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT e, depois, pela Fundação Cultural.
Sobre Sitó, a crítica de arte Aline Figueiredo escreveu: “Em Sitó, o patriarca de setenta anos, não existe pintura sem gente, tema básico para esse narrador popular da alma do povo brasileiro.” Homem simples, Sitó além de pintar também projeta violões, violinos, e outros instrumentos musicais. Ele também já trabalhou como ferreiro, lavrador, metalúrgico.
A pintura, para Sitó, veio como alternativa para ganhar a vida. Fervoroso, ele fez a sua versão pessoal de uma “Ceia mato-grossense”, utilizando o caju, o pequi, e outros elementos da região.
“Vale dizer que o artista trabalha mergulhado no ateliê oficina de luteraria, onde tintas, pincéis e parafusos, telas e violas convivem sem maiores complicações ou ferimentos”, observa Aline Figueiredo.
Para Sitó, as telas representam a sua forma de poder contribuir com o mundo. “Gosto de mostrar os políticos, e também a saúde pública e o modo como os homens se tratam uns aos outros”, diz.

Trecho extraído da Edição nº 9918 10/04/2001 do jornal Diário de Cuiabá
Foto: Gazeta Digital

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