quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Arte do retrato: fotógrafo Jairo Goldflus exercita técnica de revelar a essência

Os ídolos do fotógrafo Jairo Goldflus têm uma característica comum: sempre buscaram explorar os desafios oferecidos por essa arte. O americano Irving Penn, por exemplo, cuja assinatura se tornou clássica graças à elegância e ao minimalismo, gostava de isolar seus modelos, tirando-os de seu ambiente natural para registrar as imagens em estúdio, utilizando um fundo artificial. Era ali, Penn acreditava, que se poderia capturar a verdadeira alma do sujeito, fosse um modelo de moda ou o membro de uma tribo aborígine.
O mesmo conceito é utilizado por Goldflus em seu livro Público, obra sobre a arte do retrato na qual reúne 142 fotos, tiradas entre 2004 e setembro deste ano. No foco, personalidades bem distintas, como Chico Buarque, Fernanda Montenegro e Christian Louboutin. Ali, ele tanto segue a linha mais tradicional, com fotos em preto e branco no cenário de fundo infinito, até retratos mais teatrais, produzidos, como o que mostra Cauã Reymond vestido como a roqueira Courtney Love.
"Um fotógrafo se torna algo maior quando consegue mudar conceitos estéticos, linguagens e a forma de se comunicar", afirma ele, apontando, além de Irving Penn, outros profissionais capazes de dar esse passo decisivo: Richard Avedon, Yousuf Karsh e Sebastião Salgado, mestres da fotografia que trabalharam na publicidade. "Cada um com sua linguagem conseguiu resultados impressionantes."
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