sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Para quem vai o dinheiro do processo contra o The Pirate Bay?


Quando reclamam que a pirataria está matando a música, as gravadoras costumam se colocar na posição de defensoras dos artistas e da arte.
A pirataria, diz o discurso, prejudica os músicos. E os fãs que consomem pirataria estariam, no final, prejudicando seus ídolos.
Por isso, nada mais justo do que, em um processo milionário movido contra um site pirata, os recursos provenientes da multa fossem para os artistas, certo? Nem tanto.
Segundo o TorrentFreak, o dinheiro que os fundadores do The Pirate Bay, Peter Sunde, Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm e Carl Lundström, pagarão de multa por pirataria irão para a IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica).
A multa é de US$ 6,7 milhões. A justiça sueca considerou no cálculo os álbuns que os fãs deixaram de comprar para baixar no site. O dinheiro teoricamente iria para os artistas prejudicados com a pirataria. Mas, segundo o documento obtido pelo TorrentFreak, a multa vai para as próprias organizações.
Há um acordo em que toda a verba recuperada pagará a IFPI Suécia e a IFPI Londres para futuras atividades anti-pirataria”, diz o documento.
Pete Sunde, fundador do The Pirate Bay e obviamente contrariado por ter perdido todos os recursos e ter de passar oito meses na prisão na Suécia, foi além: “é mais provável que o dinheiro seja gasto em cocaína do que nos artistas que eles estão defendendo”.
- Tatiana de Mello Dias, Blog Estadão -

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