terça-feira, 9 de outubro de 2012

Maconha pode reduzir rigidez muscular da esclerose múltipla


O extrato da maconha possibilita atenuar a rigidez muscular em pacientes afetados por esclerose múltipla, mostram os resultados de um estudo que será publicado esta terça-feira (9). Cerca de 90% dos doentes com esclerose múltipla sofrem de rigidez muscular em um determinado momento da evolução da doença, o que reduz sua mobilidade e sua qualidade de vida.
De acordo com a revista médica "Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry", um estudo de fase 3 - última etapa de um processo para a aprovação de um novo medicamento ou de um novo tratamento - foi realizado com 279 pacientes britânicos durante 12 semanas.
Os pacientes foram divididos em dois grupos, um que recebeu pílulas de tetrahidrocanabinol (ou THC), o princípio ativo da maconha, e o outro, um placebo. Durante 15 dias, as doses foram aumentadas regularmente de 2,5 mg até o máximo de 25 mg, mantido durante o restante do estudo. Ao concluí-lo, 29,4% dos pacientes do grupo que experimentou a maconha teve redução da rigidez muscular, contra 15,7% do grupo de controle.
A mudança foi perceptível a partir da quarta semana e se estendeu para a dor e a qualidade do sono. A melhora foi mais significativa em pacientes que não tomaram medicamentos antiespasmódicos, com taxa de respostas positivas que chegou a 40% nos pacientes que ingeriram o extrato de maconha.
Os efeitos colaterais foram superiores no grupo que tomou os comprimidos de maconha e abrangeu principalmente problemas intestinais e transtornos do sistema nervoso. A esclerose múltipla é uma doença neurológica autoimune que afeta o cérebro, o nervo óptico e a medula espinhal. Altera a transmissão dos impulsos nervosos e se manifesta por avanços que conduzem ao longo dos anos a uma patologia que causa níveis elevados de invalidez.
"Nossos resultados confirmam as conclusões de outros dois estudos que já tinham demonstrado uma redução significativa da espasticidade (aumento exagerado do tônus muscular) em pacientes tratados com extrato de canabis", destacaram os autores do estudo, chefiado por John Peter Zajicek, do grupo de pesquisas britânico sobre neurologia clínica.
- G1 -

O uso medicinal de Cannabis é antigo e mais conhecido dentro da homeopatia (terapia impulsionada no Brasil na década de 70). Utiliza doses quase infinitesimais de um elemento da natureza para o tratamento. Cuidando-se para não confundir o bem do tratamento com o mal que o elemento pode causar sem a devida prescrição. Diz-se: o que causa mal a alguém “saudável” pode curar alguém doente.
Luc Montagnier, virologista francês responsável pela descoberta do HIV, afirmou que o DNA de algumas bactérias pode deixar “marcas” na água, mesmo após sucessivas diluições. Uma espécie de “ressonância” faria com que modificações da estrutura da água emitissem sinais eletromagnéticos para outras soluções aquosas.
A teoria de “memória da água”, como é chamada, não foi comprovada pela metodologia científica, mas é frequentemente associada por alguns aos fenômenos da física quântica que explicariam a eficácia dos remédios homeopáticos.
Samuel Hahnemann é considerado o “pai da homeopatia”. Nascido em 1755, se formou em medicina pela Universidade de Leipzig, mas se decepcionou com os métodos que visavam a cura na época. Inspirado em métodos utilizados por nativos peruanos para o tratamento de doenças, deu início aos primeiros experimentos que o levariam a criar a homeopatia.

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