quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Que instituição ou autoridade com a qual se está litigando?

É rotina no Brasil transformar as cidades em quintal de suas ações e protestos. Não importa o número de manifestantes nem o mérito de suas queixas. Basta que um grupo se combine atrapalhar a vida dos trabalhadores comuns para que a suruba se concretize. Há uma desproporção anacrônica quando 5 milhões ficam prejudicados por conta de 200 pessoas que encabeçam uma manobra equivocada. Equivocada porque ninguém quer sair de casa e ficar preso no trânsito por horas, sem mesmo saber o que está acontecendo. E quando sabe, logicamente vai se revoltar contra os manifestantes. Por que não vá incomodar os políticos responsáveis? Vá para porta da casa deles ou faça qualquer outra ação mais producente. Uma simples faixa numa passarela vai dar visibilidade à imprensa e à população sem perturbar a vida de inocentes.
Não somos contra as reivindicações dos movimentos grevitas. Só não podemos aceitar sermos vítimas da falta de atenção política aos trabalhadores reivindincantes.
Falta aos movimentos grevistas deixar de manipular a massa trabalhadora, obviamente com sentido político. Assim como acontece com a manifestação dos condutores de transporte alternativos (vans) hoje no Rio, quando reivindicam coisas de interesse de grupos milicianos (há denúncias de coação para participação dos profissionais) e grandes empresários (donos de cooperativas que desejam centralizar a riqueza deste trabalho). Imagine se nós, descontentes com nossos políticos, fizéssemos um motim na porta das garagens de vans, com show musical de Paulinho Moska, impedindo a saída dos veículos, por força desse descontentamento, que é geral, nacional e bem atual.
A greve nacional dos professores, paralizando instituições federais de ensino, é legitimada pela queixa, mas a Presidente não está incomodada com isso. Os únicos prejudicados aí são os alunos, pretensos alunos e os pagadores de impostos.
Não sei se o salário dos professores da década de 60 e 70 atingia o status que a sociedade lhes atribuiam, mas hoje temos a certeza de que há um total desrespeito da presidência. Há quem diga a fala de um desses famosos: "Eu não estudei e ganhei diploma." Dando um tapa na cara dos professores.
Imagine o quanto de dinheiro público foi injetado para calar a imprensa por tanto tempo durante as manifestações.

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