quarta-feira, 25 de julho de 2012

Educação Superior em Cuiabá: muitas instituições, pouca qualidade

Apesar de a UFMT aparecer bem no ranking, ainda é preciso avançar muito em busca de qualidade.
Os 223 cursos de ensino superior em Mato Grosso, distribuídos em 63 municípios, garantem muitos diplomados. Mas os diplomas não têm significado qualidade de formação, de acordo com membros de conselhos regionais de classes.
Para o presidente da Comissão de Exame da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso, Daniel Teixeira, o estado apresenta um percentual muito alto de reprovação. “Estamos entre os quatro últimos do Brasil, com somente 15% de alunos aprovados, ou seja, 85% têm o diploma e não conseguem passar”, conta.
São 27 instituições que oferecem o curso de Direito, mas para Teixeira há um excesso de cursos com qualidade deficiente. “Isso não quer dizer que toda faculdade seja ruim, existem cursos excelentes, a UFMT, por exemplo, tem 70% de aprovação”, explica.
As dificuldades precedem o ensino superior, pois em geral o aluno já chega à faculdade sem base. Para driblar a situação, de acordo com Teixeira, “é preciso maior rigor por parte dos cursos, exigir presença em aula, para que o aluno consiga assimilar os conteúdos essenciais à formação, além de uma avaliação mais rigorosa”. Ele alerta ainda que qualidade de ensino não garante aprendizado, deve haver maior rigor inclusive em faculdades que já oferecem um bom ensino.
A situação não é diferente nos cursos de Medicina. Dalva Alves, presidente do Conselho Regional de Medicina, lamenta que não haja uma avaliação mais aprimorada durante o curso a fim de que o aluno saia com uma boa bagagem. “Falta organização nos cursos, e não é que eu defenda um exame como é feito pelos advogados”, diz. De acordo com ela, é fundamental mais comprometimento por parte das instituições, para não dar o título de médico sem garantir, de fato, qualidade.
Outro ponto criticado é que não têm sido consideradas as necessidades sociais, pois ao passo que faltam médicos especialistas no Sistema Único de Saúde no interior do estado, há um excesso de médicos na capital (são 3,5 médicos para cada mil habitantes). “A distribuição está ruim, não adianta abrir vagas se não dá condições de trabalho em outros municípios”.
(...)
- leia matéria completa em Circuito MT -

0 comentários: