terça-feira, 24 de julho de 2012

"A esbórnia continua" - O pavio aceso de Dynamite

O panorama atual da música nacional, essencialmente aqui o rock, vai mal das pernas. Após alguns anos de uma euforia exagerada, e gerada em parte pela ONG Fora do Eixo e pela caída ABRAFIN – Associação Brasileira de Festivais Independentes – com a formatação de “pontos de cultura” e festivais pelo Brasil afora, criou-se uma falsa realidade e a expectativa de que o desenvolvimento da cena estava a mil. Expectativa essa que foi abraçada por parte da imprensa, com alguns jornalistas “chapa-branca” incensando grupos fracos e estruturas de produção medíocres a troco de alguns privilégios. A dita entidade “sem fins lucrativos”, oriunda de Cuiabá e agora sediada na principal cidade do Eixo, São Paulo, subiu no salto alto e desvirtuou completamente o que seria sua principal função. No meu entendimento, ajudar bandas e artistas a mostrar seus trabalhos, promover festivais e criar um ambiente no qual a qualidade primasse, ou tivesse condições de ser aperfeiçoada. E, claro, fomentando todas as situações para isso, já que amealha polpudas verbas via editais da Lei Rouanet e outros meios.Junte a essa ideia às facilidades do mondo digital, que como todo o planeta sabe criou inúmeras agilidades para a produção, divulgação, comercialização e toda ajuda possível para quem quiser gravar um disco, ter uma banda e cair na estrada do rock and roll. Contudo, o feedback que tenho de uma ENORME parcela dos músicos, produtores e donos de casas noturnas, é um descontentamento geral com a turma do centro-oeste. E o que estaria fazendo Capilé, o chefe, a respeito? De quem é a responsabilidade dessas queixas sistemáticas? De acordo com informações apuradas na própria Casa Fora do Eixo por telefone, aqui em SP, Capilé esteve na Europa, em Madrid e Paris, de onde voltou dia 16 de julho. Realizando contatos? Contatos para o quê? As verbas captadas incluem em edital o envio sistemático de membros do FDE para o exterior regularmente, como tem ocorrido? Será que ele pretende trazer grupos gringos!? Como é pago o aluguel da Casa FDE em São Paulo, a um custo mensal por volta de 15 mil reais? Essa despesa também consta de algum edital? Por que essas contas não estão abertas na Internet? As planilhas de custo de todos os eventos, item por item, onde estão? Questões que já coloquei aqui no blog várias vezes – Dynamite - e nunca foram respondidas. Afinal, quem não deve não teme. Mostra.
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Leia matéria completa em Dynamite

Outra forma de "discutir" este problema podemos ler no Tumblr

Os canais de discussão a respeito são fechados à força, como já testemunhado neste blog. Os pedidos de retirada das opiniões adversas ao grupo ou esclarecimentos não muito nobres são feitos em tiros de metralhadora. O prejuízo é nosso.

1 comentários:

Anônimo disse...

A euforia do independente foi moldada via projeto cultural (ou seja, verba do governo).

O grande desafio das bandas independentes continua o mesmo (isso para poder consolidar uma carreira profissional): Entrar nos meios de comunicação de massa (e não se limitar a internet).