Mostrando as 30 postagens mais recentes de 149 em Janeiro 2010. Mostrar postagens mais antigas
Mostrando as 30 postagens mais recentes de 149 em Janeiro 2010. Mostrar postagens mais antigas

domingo, 31 de janeiro de 2010

"Taking Woodstock" - Trilha sonora

Não há como fugir do protocolo: uma trilha para a geração que viu o sonho de paz e amor se tornar uma mercadoria inflamável da indústria só poderia agrupar as canções que serviram como hino para o final turbulento da década de 1960 nos Estados Unidos.
A trupe do rock californiano aparece em grande número na trilha de "Taking Woodstock", produção do aclamado diretor Ang Lee. The Doors, Grateful Dead, The Band (canadenses que vieram a morar na pequena cidade de Woodstock pouco antes do famoso festival), Jefferson Airplane e, é claro, Janis Joplin, vão se revezando num setlist que cumpre a missão de relembrar tempos que misturaram guerra no Vietnã e rock and roll no mesmo caldeirão cultural.
Vale registrar a presença de Crosby, Stills e Nash, com a canção "Wooden Ships", que faz parte do primeiro álbum do trio, de 1969. A banda viria a se tornar o primeiro "supergrupo" da história com a entrada de Neil Young no álbum seguinte, "Deja Vù" (1970).
De brinde, esta incursão sessentista da trilha dá a oportunidade de se conhecer hits de bandas menos conhecidas da época, mas não menos importantes, como o Love, na faixa "The Red Telephone", e The Paul Butterfield Blues Band, com "One More Mile". Boa viagem! (MARCO BRITTO)
Vou dar o peixe procês: pegueaqui

2009- Taking Woodstock
1. Freedom (2009) - Richie Havens
2. Taking Woodstock Titles - Danny Elfman
3. Wooden Ships - Crosby, Stills & Nash
4. China Cat Sunflower - The Grateful Dead
5. Maggie M´gill - The Doors Concerto
6. Elliot´s Place - Danny Elfman
7. Coming Into los Angeles - Arlo Guthrie
8. I-Feel-Like-I´m-Fixin´-To-Die Rag - Country Joe
9. Going Up the Country - Canned Heat
10. Try (Just a Little Bit Harder) - Janis Joplin
11. A Happening (Office #2) - Danny Elfman
12. The Red Telephone - Laura Love
13. Beautiful People - Melanie C
14. I Shall Be Released - The Band
15. Perspective Extended - Danny Elfman
16. One More Mile
17. Volunteers - Jefferson Airplane

Read more...

Afinal, o que é a moda e qual a sua dimensão social?

Além de ter uma dimensão social, a moda é uma linguagem pessoal: algo que fala, e muito, de nós próprios. A moda transmite aos outros quem e como somos.
A moda não é o simples uso das roupas no dia-a-dia. A moda é um fenómeno sócio-cultural que expressa os valores da sociedade – hábitos e costumes – numa determinada época.
Surgiu da necessidade que o homem da pré-história tinha de se proteger do frio. Mas a mera necessidade de se cobrir para combater o frio tornou-se num aspecto cultural. Determinou as diferenças entre ordens e mais tarde classes sociais. Cada ordem (e mais tarde classes) tinha o seu modo de vestir característico que a distinguia e estava expresso na lei.
Adaptando o refrão clássico poderíamos exclamar: "diz-me como vestes e dir-te-ei quem és". E, embora um ditado também diga que as aparências iludem, a maioria das vezes as aparências traduzem a verdade. Especialmente no tema do vestuário.
Por vezes gostamos de colecções porque são portáteis e suportáveis, harmoniosas, simples e fáceis, e outras porque apesar de esteticamente impossíveis, são um pensamento artístico ou o melhor arquivo histórico.
A colecção de Michael Kors Pré-Fall 2009, por exemplo, é bonita ou não? São roupas que todos nós usaríamos, as cores, cortes, elegante, formas clássicas, sem nenhum mas, porque Kors é da velha escola de Carolina Herrera e Oscar de la Renta: eles fazem roupa para ser vestida. Melhor ou pior confeccionada, mas ainda seguem uma linha e cortam pelo mesmo padrão. E isso é o que muitos chamam moda.
Assim como existem designers que fazem roupas simples e objectivas, outros arriscam e cujo objectivo não é convencionalmente bonito, mas o inesperado, o bizarro: é um fato, e não pode ser pô-los todos numa uma cesta. Apenas alguns têm a habilidade de combinar as duas técnicas e ganhar.
Observa-se muitas vezes, quando uma pessoa quer mudar de vida, a primeira coisa que costuma fazer é renovar o seu vestuário. Há tempos uma conhecida revista propunha como tema da capa a mudança de look de uma famosa aristocrata. A alguns pareceu despropositado dar tanta importância a uma notícia destas, mas a realidade é que uma mudança radical de look pode implicar muitas mais coisas: um descontentamento com o seu passado, uma forma de romper com este, uma aposta em transformar a vida futura...
Por outras palavras “a moda transmite aos outros quem somos” mesmo nos dias de hoje.
http://tendenciasonline.com/m1.php
Na foto: Wilson Simonal totalmente desmodado, no programa da Hebe

Read more...

No site O Inimigo, uma entrevista com Pablo Capilé gera polêmica

Entrevista de Pablo Capilé ao “O Inimigo” no dia 11/01 desse ano. Com o título Mercado (mutante) Independente, escrita por Hugo Morais:

“Eu sou dentro da ABRAFIN um defensor de que não se deveria pagar cachê as bandas. Festival é uma mostra. É entender que uma banda só vai ter um público de 6000, 7000 pessoas em Cuiabá no Festival Calango. Se a banda não entender que o principal lastro dela é público, se mata também. Tem um exemplo forte disso que é o Cidadão Instigado. O Cidadão Instigado vai numa revista e fala que a ABRAFIN é uma máfia. Só que o Cidadão está acostumado com o padrão SESC de cachê. Aí acredita que aquilo que o SESC banca para ele, é o que ele tem que receber. Só que lá em Cuiabá o Cidadão Instigado não leva 30 pessoas. Essas 30 pessoas pagando R$ 20.0 dá R$ 600.00. E o meu festival é praticamente gratuito. Mas se pagassem R$ 20.00, dava R$ 600.00. Aí a gente triplica isso pelo valor agregado, a banda esteticamente é bacana. Então além da bilheteria, vamos dar uma triplicada nisso aí. Dá R$ 1.800,00. Só de cachê o cara me pede R$ 4.000,00. Então só de cachê saímos em um déficit de R$ 2.200,00, sem contar as passagens. Então se ele não consegue equilibrar isso, entender que o festival forma público e que para ele voltar e ter público teve que construir esse lastro, fica difícil estabelecer uma negociação”.

Concordo que o músico não seja pago em grandes festvais. Claro que é obrigatório a cobertura de estada e transporte. Mas é difícil dizer isso e não ser ovacionado antes de concluir as explicativas.

Read more...

Dica de guitarra: ponte com ajuste fino

Nos sistemas de Ponte com ajuste fino (Figura ao lado) temos um parafuso (A) que ajusta a altura das cordas [A] para corrigir o "trastejamento" , e outro parafuso (B) que permite fazer pequenas alterações [B] no comprimento da corda para permitir o ajuste da "entonação" adequada, ajustando-se assim as frequências.
Cada corda deverá passar individualmente por estes processos de ajustes de altura e dos comprimentos e corrigir a afinação.

Read more...

Animação no Youtube

Você gosta de animações?
Vale à pena ver esta: youtube
Que trabalheira fdp!
8 minutos e pouco de muita criatividade, tinta pracarai e um objevivo 'obscuro' (rs). Na metade da video, a estória se repete.

..............
Dica musical, Return to Forever: http://vimeo.com/1049118

Read more...

sábado, 30 de janeiro de 2010

UFMT seleciona professores de música

O Instituto de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso está selecionando três professores substitutos de música na área de fundamentos e prática de ensino em educação musical, sendo um para prática instrumental – piano, outro para percepção e análise musical e o terceiro para prática instrumental - flauta.
Os candidatos devem possuir graduação em Educação Artística - Habilitação em Música (licenciatura ou bacharelado) e/ou pós-graduação em Música e disponibilidade para trabalharem em regime de trabalho de 40 horas semanais, nos períodos matutino, vespertino e/ou noturno.
As inscrições estarão abertas de 15 de fevereiro a 1º de março, das 14 às 17h, no Departamento de Artes do Instituto de Linguagens, na sala 10. Na ocasião, serão solicitadas cópias do diploma e dos documentos pessoais acompanhadas do original para autenticação, curriculum-vitae documentado e assinado e declaração de que o candidato não foi contratado nos últimos 24 meses com fundamento na Lei nº 8.745 e suas alterações.
A seleção será realizada através de análise do curriculum, entrevista e prova didática.
Outras informações no telefone (65) 3615-8406 ou no edital que pode ser consultado no portal www.ufmt.br em Concursos/Editais – Substitutos.

Read more...

"Ocupação Chico Science"

Exposição e série de eventos homenageiam o músico pernambucano e recriam seu universo.
Em fevereiro, aqueles que passarem pelo Itaú Cultural terão a oportunidade de adentrar num ambiente que lembra a vida e as experiências de uma das mais criativas mentes da música brasileira. No dia 4, quinta-feira, a exposição Ocupação Chico Science abre suas portas ao público, em espaço que recria o universo do músico pernambucano.
A Recife das décadas de 1980 e 1990, a arte urbana, o mangue, o hip hop e o maracatu, as festas na Soparia, o computador e toda a inspiração dos mangueboys - como ficaram conhecidos Chico e sua turma - estarão expostos em espaços de fruição e interação com os visitantes.
De Pernambuco para o mundo
Além de fazer referência à cena, a exposição mostra a trajetória do músico. De objetos pessoais e imagens de arquivo a cartazes de shows e depoimentos de familiares, amigos e parceiros musicais, Ocupação Chico Science pontua o legado deixado pelo músico - na identidade pernambucana, na música brasileira, na imagem do Brasil para o mundo.
Aos que não estarão em São Paulo o hotsite oferece a oportunidade de conferir a homenagem. Mais uma vez, o programa Ocupação recoloca em cena um artista referencial das artes no Brasil. Conheça os outros homenageados e saiba quem será o próximo. Visite:
www.itaucultural.org.br/ocupacao
Todos os eventos possuem entrada franca.

Read more...

Prazo para inscrições das oficinas museológicas é prorrogado para 15 de fevereiro

A Secretaria de Estado de Cultura (SEC), através do Sistema Estadual de Museus (SEM), informa que o prazo para os municípios que tiverem interesse nas oficinas com temas ligados a museus se estendeu para o dia 15 de fevereiro. O prazo foi prorrogado a fim de que mais gestores municipais e agentes museológicos dos municípios pudessem solicitar as oficinas.
Os interessados em participar da ação devem enviar a solicitação do município para o e-mail sem_mt@hotmail.com ou fax (65) 3613-0208 (A/C Silvania), esclarecendo a necessidade de ter a oficina em seu município ou instituição museológica.
Essa atividade é fruto da parceria entre o Sistema Estadual de Museus (SEM) e com o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), que julgará o maior número de solicitações.

Confira as temáticas das oficinas:
-Elaboração de Projetos e Fomento para a área museológica;
- Gestão e Documentação de Acervos;
- Plano Museólogico: Implantação, Gestão e Organização dos Museus;
- Museu, Memória e Cidadania;
- Arquitetura de Museus;
- Ação Educativa em Museus;
- Conservação de Acervos;
- Treinamento de Equipes Admibnistrativas e de Apoio;
- Expogradia;
- Implantação de Sistemas de Museus;
- Museu e Turismo;
- Segurança em Museus;
- Museus e Internet.

Para mais informações entrar em contato com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) pelo telefone (65) 3613-0219. (Ariane Laura)

Read more...

37º Festival Angoulême traz o melhor dos quadrinhos

A cidade de Angoulême, na região central da França, sedia a 37ª edição do seu famoso festival de quadrinhos, um dos mais prestigiados do mundo. O festival começou no dia 28 e estará aberto até o dia 31 com palestras, lançamentos e premiações.
O quadrinista Robert Crumb recebeu duas indicações ao grande Prêmio do Festival, por "Gênesis", adaptação em quadrinhos do texto bíblico que utiliza o seu texto integral, e por sua colaboração junto de Harvey Pekar em "Bob & Harv: Dois heróis Anti-Americanos", roteiro autobiográfico da pequena grande vida de Harvey, que consegue transformar até uma ida à farmácia em uma acontecimento insuportável.
Outra obra indicada que deve chegar ao Brasil ainda em 2010, trazido pela Zarabatana Books, é "La Guerre D'Alan" (A Guerra de Alan). Este quadrinho francês de Emmanuel Guibert conta a história de um jovem soldado em uma Segunda Guerra Mundial muito distante das imagens hollywoodianas, com imagens que ficam entre o realismo e a abstração gráfica.
Outro autor indicado que tem obras lançadas no Brasil é Daniel Clowes por "EightBall", conjunto de histórias curtas que satirizam sociedade, costumes e psicologia. O livro de Clowes disponível no Brasil é "Como uma Luva de Veludo Moldada em Ferro", uma viagem surreal e cheia de paranóia que cria uma caricatura cruel dos valores contemporâneos e o vazio existencial da cultura pop nos Estados Unidos.
- Folha Uol -

Read more...

Entrevista com Egberto Gismonti - parte 2/2

Muitos falam no preço como um dos fatores do cataclismo da indústria do disco, será?
Não sei, mas de graça eu não posso dar, porque eu não tenho fábrica de discos. Não sou fonógrafo. Eu preciso ter o mínimo. Eu não sei se você sabe, mas existe um negócio chamado preço de venda. A fábrica vende para os lojistas por um preço "x". O lojista cobra 100%, 150% em cim ado preço. Se o disco custa R$ 30, R$ 35 na loja, é porque custou R$ 15 para o lojista. Aí, depois de fazer todos os cálculos, eu concluí que o disco hoje, pagando direito a todo mundo, mas não tendo tal lucro-vendas, pode ser vendido nessa faixa de preço. Porque eu não quero deixar de pagar direito a ninguém, do compositor, do fotógrafo, músico etc -, mas acho que o disco pode custar uns R$ 8 ou R$ 9 que paga todo mundo.

E o que será o repertório dessa caixa?
Tem muita coisa nova; tem um disco que fiz de piano-solo no Teatro Cólon, na Argentina, que ficou uma beleza; tem dois discos gravados em Cuba, orquestra não sei de quê; tem disco de dueto com meu filho tocando dois violões, enfim.

A mudança de ambiente tecnológico, a era do MP3, interferiu na sua produção musical?
Não, em nada. Tem um disco meu gravado no início da década de 80, final de 70 para 80, um disco chamado Alma, que dentro do disco vieram as partituras todas impressas em computador. Quer dizer, eu já uso computador há 20, 30 anos. E-mail para mim é um negócio que tem quinze anos de idade. Como eu trabalho com a ECM Records, que é uma companhia que tem muita ligação com a tecnologia, talvez você se lembre que eu fiz um disco chamado Trem Caipira, que vinha um carimbo na capa dizendo assim, "Primeira Gravação em PCM Digital". Quer dizer, o MP3, eu sei disso há dez anos. Hoje em dia você compra o MP3 por dez merrecas, em qualquer esquina. Mas eu já conheço isso há muito. E para mim não passa de mais um instrumento que a tecnologia disponibilizou para facilitar a vida das pessoas.

Mas hoje o tráfego digital das músicas é mais intenso e livre
A única coisa que eu diria é que se faça uma compressão de melhor qualidade. Faça uma compressão de 128 kbps e não de 60, porque estão desrespeitando até a qualidade da música. Se você comprime para 60, 70 kbps, você perde toda a câmara de harmônicos e aí não adiantou nada o cara gravar bem. Quer piratear, pirateie, mas faça direito (risos).

A este respeito, há estudiosos que afirmam que para a música de concerto, o MP3 é uma tragédia. Concorda?
Não concordo. Há diferentes níveis de compressão em MP3, eu não sei que tipo de computador as pessoas usam, mas se você usa um computador melhorzinho um pouco, você tem a opção do nível de compressão. O nível de compressão é que determina a qualidade final de audição.

Eles falam exatamente isso: do que jeito que se comprime hoje é prejudicial para a qualidade do que se ouve
É porque a maioria das pessoas usa uma conecção lenta, aí não convém ficar mandando coisas com mais de 700, 800 kbps. Uma coisa bacana, um disco bem comprimido, vai ter cerca de 15 a 18 megas. Isso daí, o nego não pode ficar enviando e baixando. Quando você entra na iTunes, por exemplo, no negócio da Apple, você baixa, paga, e vem com 256 kbps, que é o dobro do necessário para você converter isso em 40 mil hertz e colocar num CD, é muito bom. Ai você pode avaliar melhor o que está gravado, qualquer tipo de música. O que eu acho de piano digital? Piano digital está ótimo se o piano for bom. Tem piano digital que você dá para criança e tem piano digital que o nego pode carregar para onde quiser e tocar bem. O que é o violão? Violão, se você tiver um violão mais ou menos, está ótimo. Se você tiver um violão melhor amplia seu alcance sonoro, claro. É igual a qualquer outro objeto utilitário para para nossas atividades profissionais. O que você acha de um carro faltando três rodas? Está ótimo? Só que é um carro que não vai andar. Eu não sou contra nada não, eu tenho é contra coisa ruim. O cara comprime muito mal. eu de vez em quando me dou ao luxo de entrar nesses lugares para dar uma olhada. Às vezes eu olho, digo "cassete, os caras estão comprimindo a 60, 70 kpps, que porcaria de qualidade". Mata a música. É nessas horas que penso, pôxa para quê que levei essa orquestra desse tamanho para gravar? Por que a gente ensaiou tanto dentro de casa para ouvir essa porcaria de som aí? O problema é só esse.

Você acha que a mídia CD vai morrer?
Eu não sei. Acho que nisso aí tem muita previsão fácil. É chutódromo puro, porque quem pode saber? Acho que a pergunta melhor seria assim, "vai existir música?" (risos). Porque na levada que está aí, o cara que quiser tocar um piano, um violão, vai estar dentro da sala de um museu.

Você se destacou inicialmente como pianista e depois foi para o violão. Como foi essa passagem?
Eu não sei. De fato, o violão apareceu profissionalmente para mim mais tarde. Acho que uma explicação possível é familiar. O meu pai era um árabe que chegou de Beirute junto com a família dele ao Brasil; e minha mãe é italiana. Quando eu comecei a estudar música, meu pai fez questão que eu estudasse piano, porque Beirute naquela época era um lugar aristocrático, aí tinha que estudar piano. E a minha mãe, mais para a frente, como italiana típica que era, dizia "piano está muito bem, mas cadê a guitarra para a serenata?" Ela falava guitarra se referindo ao violão. Aí eu comecei a mexer. E você sabe que o negócio é se você pega uma criança de 6, 7 anos de idade e começa a falar três línguas com ele, quando ele tiver 10, fala as três línguas e não sabe que tem diferença de uma para outra. Música para mim foi assim. Comecei a estudar e a tocar dois instrumentos ao mesmo tempo. Hoje em dia eu tenho consciência de que violão não tem nada a ver com piano e vice-versa.

São instrumentos que têm linguagens próprias. Até para criar...
Sim, é o que eu estou comentando. Como esse troço me foi mostrado muito cedo, sem preconceito, ficou muito assim "toque piano, que é o melhor instrumento que há no mundo" e minha mãe veio e falou "não é nada, toca violão, porque é o melhor". Aí eu toquei os dois.

As poucas vezes que você cantou sua música não ficou ruim, por que não explorou mais esse lado na carreira?
Você é que está falando que ficou legal, agradeço, mas eu não achei não. É que eu não queria entrar num departamento em que não me sinto à vontade. Às vezes as pessoas comentam comigo assim 'ah, mas até o fulano tá cantando agora', se referindo a algum músico não acostumado com o canto. Mas aí eu respondo que quando eu toco violão, não se diz que 'até eu estou tocando violão'. Eu não faço quando eu não dou conta direito. Eu quis experimentar e experimentei algumas vezes. Achava que estava bom, mas quando passavam seis meses, um ano, eu dizia 'opa, esse troço tá muito ruim'. Volta e meia eu encontro uns malandros por aí que dizem 'pôxa, era tão ótimo'. Eu respondo 'então, tá bom. Você achou, mas eu não achei não'. Era um negócio que quando eu ia gravar um disco instrumental, eu gravava em três, quatro dias. Já para botar voz eu levava 20 mil vezes a mais. Aí eu concluí 'não, esse negócio tá errado'.

Quando você começou, a música instrumental no Brasil tinha um espaço que acabou. No entanto, há uma produção independente hoje que tem facilitado a produção desse tipo de música. Como avalia isso?
Para quem produziu a quantidade de coisas que produzi, sem a própria gravadora, sem a própria editora, e vive muito bem obrigado, não está melhor nem pior. Está a mesma coisa. O que eu acho e falo sempre para os meus filhos é que hoje, para se começar uma carreira, é muito mais difícil do que há trinta anos, não tenha dúvida. Na realidade, a facilidade de antes é porque os chamados produtores, as gravadoras, estavam se instalando no Brasil e precisavam correr atrás dos artistas. Então você encontra na década de 70 uma turma da minha geração que estava começando nessa época. Vamos pegar aí João Bosco, Milton Nascimento, eu, todo mundo que começou nesse período, e se você espremer, vai ver que todos nós começamos gravando três, quatro, cinco discos, que não venderam nem 15 cópias, nem para nossas famílias vendíamos (risos). As companhias faziam contrato para fazer quatro, cinco discos. Elas precisavam arriscar. E estavámos despontando numa época em que música popular era cantada por Elis Regina, composta por Tom Jobim, uma outra época de música. Hoje em dia mudou muito o conceito da coisa e aumentou muito a produção, é verdade. Mas significa que quem vendia um número muito pequeno de disco, continua proporcionalmente vendendo o mesmo tanto, só que mais espalhado e pode significar até um aumento em alguns casos. A turma que gosta da música mais sofisticada continua gostando e ajuda a disseminá-la aos poucos. Casaram, tiveram filhos e vai por aí. Falo isso porque a música que faço pode ser definida naquele dito popular de grão em grão a galinha enche o papo. Eu gravo um disco hoje, ele sai em 40 países. Não vende muito não, mas vede 300 mil cópias. Ou seja, está dentro daquela margem que você produzia antes para um país só.

A nova geração de músicos do gênero instrumental tem um ambiente melhor para produzir?
Olha, não sei. Recebo muito disco, muito demo por aí e poderia responder que o que está acontecendo na música é algo que está acontecendo de maneira geral na cultura. Todo mundo tem um acesso imenso à informação, mas o que está sendo esquecido é que informação sozinha não quer dizer nada. A única coisa que tem sentido é quando a informação é sedimentada dentro de cada um e se transforma na própria cultura de cada um. Não adianta nada você ter acesso a todas as livrarias do mundo por meio de um navegador qualquer, porque as informações vão continuar lá. Quando se tinha pouca facilidade para chegar à informação, valorizava-se muito mais isso. Eu me lembro que na minha época eu custei a tocar profissionalmente. Quando eu queria uma partitura de algum músico, eu corria atrás e copiava. Para copiar você precisava saber escrever música. Hoje você baixa não sei de quê, faz um xerox aqui, usa um scanner ali. Então, hoje a facilidade é grande demais, mas as pessoas não sabem o que fazer com ela. Evidentemente tem exceção, mas boa parte do material que recebo, me parece um mergulho muito rasinho ainda. Não tem como aproveitar.

Então é o velho problema da formação?
Pode ser. Eu sei que na época em que eu tinha 20 anos, que é a idade da moçada que está me mandando material, a gente tinha como referência Tom Jobim, João Gilberto, Pixinguinha, Villa-Lobos etc. A referência era essa. E a hora que queria aprender uma música, tinha de correr atrás da partitura, aprender a tocar música tinha que ir para o show porque não tinha esse negócio de gravador para ficar gravando, muito menos pendrive para carregar daqui pra lá e assim por diante. Mas, de novo, acho que o problema é mais amplo. Esse negócio da facilitação pode ser comparável a qualquer coisa. Antigamente, tinha-se muito menos acidente de carro, claro, pois tinha menos carros, mas eles não corriam tanto. Eu ouvi uma notícia ontem dizendo que em São Paulo morre um motoboy por dia. Um motoboy por dia! Aí pensei 'pô, mas que coisa horrorosa!'. Depois meditei assim 'mas como criticar o motoboy se nós todos queremos que o serviço chegue rápido?'. Quer dizer, nós estamos numa sociedade muito contraditória, muito maluca. E o mesmo se presta para música, literatura. Entre meus amigos escritores o comentário geral é que está todo mundo tendo idéias ótimas, mas neguinho não está sabendo escrever. Você vai ler os blogs é uma brincadeira. Nem corretor gramatical neguinho está usando. Eu acho que o que acontece na escrita, está acontecendo em toda forma de expressão artística, seja música, seja pintura etc.

Você tem revelado novos músicos pelo seu selo. Quais são os últimos e com que tiragem?
Os discos da Carmo saem em cerca de 30 países, distribuídos pela ECM Records. Não temos a pretensão de grandes tiragens, nunca tivemos, então temos uma cota mínima. E eu sei que um disco da Carmo, quando o artista é totalmente desconhecido, vai poder atingir essa cota. A Carmo já passou a ter um significado, mesmo que pequeno, dentro do mercado europeu, por exemplo. Essa cota significa oito, nove mil discos. Então a gente prensa sete, oito mil discos, distribui e vê a reação nos primeiros seis meses. Se for muito boa, manda fazer mais cinco mil e por aí vai. Nossos últimos lançamentos são a Silvia Iriondo, uma cantora argentina excepcional. Tem um músico francês, que se chama Bernard Bernard Wystraëte, que tem um disco de flautas, instrumental; tem o disco de um dueto australiano, de violão e flauta doce, que é um absurdo, eu nunca vi ninguém tanto como esses dois aí. É violão popular e flauta, só que usa flauta doce. É um negócio danado de interessante. E temos também o brasileiro Quaternália (quarteto de violões).

Você é tímido na sua divulgação ou preferiu se voltar ao mercado externo?
Nem uma coisa, nem outra. O fato é que eu não tenho o menor interesse, nunca tive, em participar de mídia nenhuma. Não tenho interesse. Qual é a razão? É simplesmente por não ter, não é porque eu acho que a mídia é isso ou aquilo. Você poderia perguntar, 60 discos e por que não tem um DVD? Eu podia ter 10, mas não tenho nenhum porque eu não gosto de DVD também. Tenho várias fitas de vídeo gravada na década de 80, de shows, que os caras me aporrinharam tanto que foram lançadas algumas. Agora querem transformar em DVD e eu não concordo. Não estou a fim.

Tem algumas coisas suas no Youtube
Eu sei, tem um monte delas. Toda hora me avisam e eu vou lá. Tem um troço, inclusive, que tá dando uma briga danada, que é um show junto com Charlie Haden que colocaram lá uns 45 minutos dele, quase todo o show. Tem um monte de coisas assim, mas eu não tenho timidez nenhuma. O que me interessa está voltado para outras coisas. Eu comprei os direitos de comercialização de todos os meus fonogramas. Só que para fazer isso, eu tive de estudar direito autoral durante dois anos e meio. Então, eu gastei dois anos e meio, quinzenalmente, tomando aulas com dois advogados. Depois fui para o Xingu, passar três dias dentro de floresta para ter contato com os pajés e saber um pouco sobre esse lado brasileiro. Esse é o meu interesse. Por exemplo, qualquer pessoa que faça cinema e tivesse feito filmes com a participação de Marlon Brando, Al Pacini teria soltado foguete. Eu não soltei foguete nenhum. Qualquer pessoa que ganhasse um Grammy por disco, teria soltado foguete, eu não soltei. Estou falando de coisas que tem 15 anos. Não tenho o menor interesse. No Brasil, já ganhei seis vezes melhor trilha de cinema. Ninguém sabe disso, porque eu não tenho o menor interesse que saibam. Eu já estou satisfeito. Não gosto de ficar nessa badalação.

Tem recebido novos pedidos para trilhas?
Não param de fazer. Os últimos filmes que fiz foram Estorvo e Gaigin 2 . Tinha recebido também O Redentor, mas aí só sugeri a música do Carlos Gomes e acabei não fazendo porque não teve trilha original. E continuo fazendo, mas sem nenhum alarde. Aliás, não tem timidez. Ninguém que faz 60 discos, 30 filmes, 27 trilhas de cinema etc tem timidez. E só não gosta de ficar convivendo com a chamada mídia. Quero que entendam isso.

Mas você nem seu selo têm sites, por que?
Porque não gosto disso. Não tenho e não quero.

E a Carmo não tem distribuição no Brasil...
Não, não quero também. No Brasil está dando muita confusão, tem muita safadeza com esse negócio de disco e eu não quero me aborrecer. Eu quero viver feliz. É só isso que eu quero agora. Depois de gravar tanto, de viajar tanto, só me interessa ficar feliz.

Seus shows no exeterior continuam frequentes?
Reduziu porque eu não preciso mais passar um mês fora do Brasil em cada viagem, eu passo dez dias, faço praticamente as mesmas coisas que eu faria antes e pronto. Vou me divertindo da maneira que tenho tenho vontade.

Obrigado pela entrevista.

Read more...

Funarte coloca o acervo na internet

A Funarte foi fundada em 1975, extinta durante o governo Collor, mas retornando em 1994.
A Fundação Nacional de Artes – Funarte é o órgão responsável, no âmbito do Governo Federal, pelo desenvolvimento de políticas públicas de fomento às artes visuais, à música, ao teatro, à dança e ao circo. Vinculada ao Ministério da Cultura, a Fundação tem como objetivos principais o incentivo à produção e à capacitação de artistas, o desenvolvimento da pesquisa e a formação de público para as artes no Brasil.
Para cumprir essa missão, a Funarte concede bolsas e prêmios, mantém programas de circulação de artistas e bens culturais, promove oficinas, publica livros, recupera e disponibiliza acervos, provê consultoria técnica e apóia eventos culturais em todos os estados brasileiros. Além de manter espaços culturais no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, a Funarte disponibiliza parte de seu acervo a todos os usuários da internet, no Canal Funarte.
http://www.funarte.gov.br/
Assista ao programa Arquivo N, que faz uma visita ao grande acervo da Fundação Nacional de Artes (Funarte). No site da instituição é possível conhecer grande parte deste acervo, que inclui vídeos, músicas e obras literárias.

................
Está sob suspeita concorrência pública (Petrobras) por uma das maiores verbas publicitárias do país.
Venezuela: Chaves aplica estado de censura e usa a força contra manifestações. Popularidade em queda.
"You don't have a real democracy if you don't have an investigative press" says Guardian's David Leigh
Resgate emocionante: Haiti

Read more...

Música eletrônica: Rio Music Conference 2010

Quando se fala em carnaval do Rio de Janeiro, logo se pensa em samba de enredo, escola de samba, mas, entre os dias 10 e 16 de Fevereiro, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, acontece o o Rio Music Conference 2010, o maior encontro da indústria de música eletrônica do Hemisfério Sul.
palestras - painéis - workshops - feira de negócios
Patrocinada pela Skol Beats, a segunda edição do evento tem previsão de receber 5 mil pessoas por dia. O Rio Music Conference se dividirá em duas áreas: The Conference, com palestras com foco no mercado e The Music, local das festas. O Evento reúne, workshops, palestras e debates entre outros temas referentes ao meio, que mostram a grande ascensão da Música Eletrônica e seus profissionais com a participação de nomes como Junior Deep (Drumagik), Gabriel Gaiarça (Clash Club), Felguk, Gui Boratto, Dudu Marote entre outros, além disso, acontecem paralelamente uma feira de negócios e as badaladas festas.
O Rio Music Conference se dividirá em duas áreas: The Conference, com palestras com foco no mercado e The Music, local das festas.
Filme Oficial do RIO MUSIC CONFERENCE 2009: youtube

Read more...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Carnaval 2010: Cuiabá tesourando os nossos

Tendo à frente o saxofonista Bolinha (foto), ícone da música regional, vários músicos de Cuiabá foram preteridos no processo de contratação para a animação de bailes do Carnaval, neste ano. A Secretaria Municipal de Cultura optou por contratar bandas de outros Estados, notadamente da Bahia. Os valores, por sinal, não foram revelados.
O ex-secretário de Cultura, Mário Olímpio, já havia adotado essa discriminação em relação aos músicos da terra. Seu sucessor na pasta, o vereador Adevair Cabral (PDT), caminha na mesma direção. É bom se apurar se por trás da contratação de músicos de outros Estados não haveria interesses inconfessáveis. Com a palavra, o prefeito Wilson Santos, que costuma se apresentar como um intransigente defensor dos valores da cuiabania.
- MidiaNews -
............
Isso significa que músicos locais são sucessivamente cortados dos projetos artísticos regionais.
Acredito muito em capricho pessoal. Políticos que debutam eternamente pela cultura, ao molho de música sertaneja e BBB. Evidentemente que na carona desse "primor cultural" vem o epidêmico carnaval das verbas públicas.

Read more...

Radiografia do Brasil: MAPAS IPEA

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta quinta-feira (28/1) o portal Mapas Ipea, que possibilita a visualização de informações públicas sobre os municípios do país. Por meio dele será possível, por exemplo, obter detalhes sobre as 12 cidades-sede da Copa da 2014, que ganharam um menu exclusivo para pesquisa.
Entre os dados disponíveis, pode-se consultar a população, a área, o PIB, rodovias, estatísticas de educação e quantidade de servidores públicos nos municípios. Os mapas permitem, ainda, saber quais municípios têm acesso mais rápido a aeroportos e quais têm mais famílias em situação de pobreza.
O Mapas Ipea foi elaborado a partir do software livre I3Geo. A ferramenta reúne em um só endereço informações públicas que têm como fonte ministérios e outros órgãos federais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Utilizando a ferramenta de buscas, ou a partir de ampliação no mapa do país, o usuário chega à cidade que deseja pesquisar.
A ferramenta ainda permite que o usuário monte mapas personalizados, sobrepondo camadas de dados e cruzando informações. A interface está disponível em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e italiano) e o Ipea afirma que ela será atualizada periodicamente com novas bases de dados.

Read more...

Concurso Latino-Americano de Piano - inscrições abertas

Sob coordenação de Rodrigo Warken, professor do curso de música da UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), será realizado o Concurso Latino-Americano de Piano em Florianópolis no Teatro Governador Pedro Ivo, de 23 a 25 de abril. As inscrições estão abertas até o dia 1° de março de 2010.
"O Concurso Latino-Americano de Piano visa reunir representantes de diversos países e pretende estimular a nova geração de pianistas, promovendo o intercâmbio entre profissionais latino-americanos da área e a comunidade catarinense", diz Warken.

SERVIÇO
Concurso Latino-Americano de Piano
De 23 a 25 de abril de 2010.
Teatro Governador Pedro Ivo, em Florianópolis, Santa Catarina. Ingressos gratuitos.
Inscrição: até 1º de março. A ficha de inscrição pode ser obtida no site: http://www.harmonico.com.br/.
Prêmios: 1º - R$ 10.000,00 / 2º - R$ 7.500,00 / 3º - R$ 5.000,00
Mais informações podem ser obtidas pelo site http://www.harmonico.com.br/
e (48) 3233-1722 - concurso@hamornico.com.br

..............
clique neste link e depois assista ao vídeo sobre Naná Vasconcelos.
Bate-papo UOL: Naná Vasconcelos fala de sua carreira e do documentário "Diário de Naná".
Entrevista com Naná em 'Metropolis'.
O cúmulo do oportunismo: Ex-padrasto de Jesus Luz promete lançar biografia contando história do namorado de Madonna.

Read more...

O Processo Seletivo de 2010 utilizará o Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM como fase única

Brasília - Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), antes previstos para fevereiro, foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) nesta quinta-feira (28). As provas foram realizados nos dias 5 e 6 de dezembro por cerca de 4 milhões de estudantes. Agencia Brasil

Para entender a nota do Enem
Existe uma nota global do Enem? Não, o Inep não calcula uma média global de desempenho, apenas apresenta as médias separadamente. A prova do Enem tem cinco notas: uma para cada área de conhecimento avaliada – Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Matemática –, mais a média da redação. Para o cálculo das médias em cada uma das quatro áreas foi utilizada metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que busca medir o conhecimento a partir do comportamento observado em testes. No caso da redação, os critérios são os mesmos do Enem tradicional. Leia mais.

Read more...

O Senado aprovou projeto que cria o vale-cultura

Tribuna Região (SP) - 25/01/2010

Segundo dados do IBGE, apenas 14% da população brasileira vai ao cinema regularmente, 96% não frequenta museus, 93% nunca foi a uma exposição de arte e 78% nunca assistiu a um espetáculo de dança. Por este motivo, o Senado aprovou um projeto que cria o vale-cultura, ou seja, um benefício de R$ 50 reais para despesas com eventos e bens culturais, como por exemplo: ingressos de cinema, teatros, shows aquisição de jornais e revistas. Acredita-se que em 2011 o vale já esteja sendo distribuído para famílias com renda de até cinco salários mínimos.
Perguntas sobre o projeto
O QUE É?
- O vale-cultura é um benefício trabalhista nos moldes, por exemplo, do vale-alimentação. Até 10% do valor poderão ser descontados do salário. Para aposentados, serão R$ 30 mensais. Para aquisição de ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs.
QUANDO COMEÇA A VALER?
- O prazo de implantação do sistema está previsto para 2011. Após passar pelo Senado, o projeto voltou à Câmara dos Deputados para nova análise, antes de ser encaminhado para sanção do presidente Lula. Vencidas essas etapas, terá início a licitação para escolher as empresas que farão o fornecimento de máquinas e cartões magnéticos.
TODA EMPRESA TERÁ DE FORNECER O VALE?
- Não existe obrigação. O governo vai estimular as empresas que aderirem ao vale-cultura com renúncia fiscal de parte do valor despendido.
QUEM VAI ACEITAR O VALE?
- A ideia é que livrarias, cinemas, museus, teatros e lojas de CDs façam parte da rede de convênios.
O VALOR É CUMULATIVO?
- Sim. Se não gastar os R$ 50 num mês, o trabalhador poderá fazê-lo nos meses seguintes.
O CARTÃO PODERÁ SER USADO PARA OUTROS FINS?
- Na prática sim. Mas o MinC vai enfatizar que trata-se de prática criminosa, embora a troca do benefício por produtos não culturais, segundo especialistas trará uma perda mínima.

..............
Jurídico Brasil (28/01): Programa de Direitos Humanos revolta produtores.
O Irã executou ontem dois opositores.
A CPI da corrupção supera a própria corrupção no quesito improbidade.

Read more...

Cinema

Prêmios de atores e atrizes no Oscar se definem como apostas certas
Pode haver surpresas, mas parece cada vez mais claro: as estatuetas do Oscar de atores e atrizes têm endereço certo. Nas últimas semanas acompanhamos as duas mais importantes premiações que antecedem a cerimônia da Academia, o Globo de Ouro e o Screen Actors Guild (SAG, o sindicato dos atores americanos). Ambas apontaram resultados iguais, o que torna as apostas bem mais tranquilas em relação ao Oscar. Na categoria de ator, Jeff Bridges levou por "Crazy Heart"; Christoph Waltz, de "Bastardos Inglórios", ganhou como ator coadjuvante; o prêmio de atriz ficou para Sandra Bullock, por "Um Sonho Possível"; a estreante Mo'Nique foi a melhor atriz coadjuvante com "Preciosa". É esperar pelo dia 7 de março para saber se esses resultados se confirmam.


Ozzy Osbourne pode ganhar cinebiografia; roqueiro quer Johnny Depp no elenco
Ozzy Osbourne também quer ver sua vida contada nos cinemas, aproveitando assim a onda de filmes sobre músicos - vide "Ray", sobre Ray Charles, e "Johnny e June", sobre Johnny Cash e June Carter. O roqueiro Ozzy quer adaptar para as telas seu livro "I am Ozzy", lançado no ano passado. Ex-vocalista da banda Black Sabbath, Ozzy Osbourne revelou numa entrevista ao jornal "New York Post" que gostaria de ver Johnny Depp fazendo o papel do cantor. "Ele é um dos poucos atores que entendem de rock 'n' roll e que sabem imitar muito bem o sotaque inglês", disse o pioneiro do Heavy Metal.


Mago George Lucas prepara novo projeto... e será um musical
Difícil falar sobre George Lucas e não pensar em "Star Wars". O nome de uma das mentes mais importantes de Hollywood está diretamente ligado a esta saga da ficção científica. A boa notícia é que Lucas ensaia sua volta ao cinema; o estranho é que ele prepara um musical. Mas, como estamos falando de George Lucas, trata-se de um projeto diferente que vai contar com personagens gerados por computador. De acordo com a revista "The Hollywood Reporter", nenhum detalhe sobre o filme ainda foi revelado, mas sabe-se que o produtor e diretor está desenvolvendo o musical em seu rancho, chamado de Skywalker, e que o diretor será Kevin Munroe, o mesmo do último "Tartarugas Ninjas".


Ranking aponta Clint Eastwood o astro favorito nos EUA
E pensar que Clint Eastwood, no início da carreira, foi ignorado por Hollywood e se mandou para a Itália, onde fez sucesso em clássicos do western spaghetti como "Por um Punhado de Dólares". Mas, passadas várias gerações, alguns importantes prêmios como dois Oscars de direção - por "Os Imperdoáveis" e "Menina de Ouro" - e grandes sucessos como "Perseguidor implacável" e "Gran Torino", Eastwood é agora apontado como o astro do cinema predileto dos americanos. O ranking, feito anualmente pela empresa de pesquisa de opinião pública Harris Poll, colocou Clint Eastwood na frente de outros nomes de grande destaque: Denzel Washington, Will Smith, Harrison Ford e Johnny Depp são apenas alguns deles.


Premiado "Bastardos Inglórios" sai em DVD no Brasil dia 3 de fevereiro
Não há dúvida quanto à genialidade de Quentin Tarantino, mas com "Bastardos Inglórios", que será lançado em DVD no Brasil no próximo dia 3 de fevereiro, o diretor e roteirista se superou. Depois de "Cães de Aluguel", "Pulp Fiction" e "Kill Bill", Tarantino mostra com "Bastardos" que ainda pode ser criativo e ousado. No filme, cuja história se passa na França invadida pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de soldados americanos judeus espalha o medo para todos aqueles que impuseram as duras regras do Terceiro Reich. A missão do grupo é escalpelar e exterminar brutalmente os nazistas. O elenco, liderado por um magnífico Brad Pitt, ganhou os principais prêmios do ano, incluindo o Globo de Ouro.

- Marcos Petrucelli, CBN -

Read more...

Entrevista com Egberto Gismonti - parte 1/2

Egberto Gismonti, uma referência musical, muito valorizado no exterior desde o final da década de 70, quando foi sugado pelo spin cultural, aquela fomentada só do lado de lá. Faço minha indicação aos audiófilos de plantão, deste nome que já deu sopa por aqui e tasquei.
Segue matéria de Overmundo em 2007, por Edson Wander (GO), em duas partes, que revela uma realidade sem filtros.

Egberto Gismonti anda sumido do cenário musical brasileiro. Pelo que aferi da conversa recente que tive com ele por telefone, por ocasião de um show aberto num shopping de Goiânia, parece um sumiço voluntário. Ao menos do Brasil, já que ele mantém uma agenda requisitada no exterior.
Achei-o meio amargurado, fruto provavelmente de um descaso do complexo midiático-industrial-fonográfico, em que pese ele dizer fugir disso como o demo da cruz hoje em dia. Deve ser a mesma amargura que acometeu Tom Jobim no fim da vida, de resto bem compreensível. Noutros momentos, Gismonti me pareceu até meio xiita, já que tem se recusado a ter os discos dele e do selo dele, a Carmo Discos, distribuídos no Brasil.
Mas é sempre interessante ouvir um cara como ele. Leiam e tirem suas conclusões:
Nos anos 70 e 80 você teve uma produção intensa no Brasil. Isso continua? Como está a sua carreira em termos de produção de show, de música etc?
Na realidade, você está falando uma coisa que provavelmente chegou a você. É o seguinte: nos anos 70, 80 e 90, ou seja, praticamente nessas três décadas aí, eu fiz 60 discos. Quem faz 60 discos, tem de parar para pensar e não fazer bobagem daí para a frente. Sessenta discos já é coisa demais! É número de disco para três ou quatro pessoas. Então, o que aconteceu nos últimos quatro anos é que não saiu disco meu.

O último foi aquele com Charlie Haden?
Não. Esse foi lançado porque esse show de Montreal em 2001 foi muito bonito e tal. Aí lançaram. O último que por coincidência também é um show de Montreal, mas foi com Zeca Assumpção e Nando Carneiro, que até passou na tevê fechada, volta e meia eles reprisam.

Isso foi em que ano?
Isso foi há três ou quatro anos. Foi o último a ser lançado. Só que nesse período de espera eu estou gravando muitas apresentações sozinho, com orquestras, para poder fazer um lançamento mais interessante.

Você está falando de DVD?
Não, não. DVD não. Nisso eu não tenho o menor interesse por enquanto. Também não tenho interesse só em fazer disco mais. Tenho interesse nesse lançamento próximo, que vai ser uma caixa com quatro ou cinco discos, não é só ter uma caixa e não é só compilação. Compilação eu tive várias. Mas não é isso. Agora posso me dar ao luxo de ser o co-produtor de uma caixa de quatro ou cinco discos com a ECM Records. Por que eu quero ser co-produtor? Porque eu vou realizar um sonho de quatro, cinco ou seis anos, que é fazer uma caixa com discos e vendê-los baratésimo para pessoas que na realidade construíram a minha vida profissional. Não é barato de custar R$ 20, é barato para custar R$ 7 ou R$ 8 cada disco. A minha intenção é essa, porque passados todos esses anos, depois de fazer tantos discos, o meu objetivo não é mais fazer discos simplesmente. Eu tenho discos demais, tenho filmes demais, trilhas demais, o que me interessa agora é mexer com outros departamentos relacionados à música. Como em anos passados eu mexi com as questões dos direitos dos fonogramas.

Você fala da recuperação dos direitos da sua obra e a parceria com a ECM Records?
Sim, consegui muita da coisa da EMI e outras gravadoras. E isso já abriu possibilidades de uma outra história. E agora eu quero abrir um troço que está me custando muita discussão nos últimos tempos. Porque as companhias pelo mundo afora, os editores, não aceitam que o disco seja vendido tão barato. Então, para conseguir que o disco custe muito barato, eu tenho de ser o co-produtor disso, porque não é justo eu pedir ao outro que gaste dinheiro e não ganhe dinheiro. Então, eu tenho que ser o co-produtor para fazer com que o disco caia de preço. Meu próximo passo é esse. E não estou fazendo isso daí para ser bonzinho com ninguém, é porque quem faz uma carreira durante trinta e tantos anos como eu estou fazendo, com tantos discos, tantas coisas, é porque teve apoio de gente pra diabo. É uma maneira de agradecer às pessoas. Se eu pudesse dar de graça, eu faria. Vai ser o primeiro passo bacana da Carmo como parceira da ECM, porque antes a Carmo produzia os discos e a ECM distribuía. Agora não. Agora é uma produção ECM-Carmo, as duas empresas juntas.

Read more...

Celebridades se reúnem em show beneficente para o Haiti

Dezenas de grandes nomes da música e do cinema internacionais participaram semana passada (22) de um show beneficente para ajudar as vítimas do terremoto da semana passada no Haiti.
O evento de duas horas “Hope for Haiti Now” (Esperança para o Haiti Agora) foi organizado pelo ator George Clooney e pelo rapper Wyclef Jean, nascido no país caribenho.
Entre os músicos que se apresentaram estavam Madonna, Jay-Z, Bono, Beyoncé, Sting, Shakira, Bruce Sprinsgteen e Stevie Wonder. O evento contou também com a presença de atores como Leonardo Di Caprio, Denzel Washington e Nicole Kidman.
As apresentações, realizadas em Nova York, Los Angeles e Londres, foram transmitidas ao vivo pelas principais redes de TV americanas. O evento contou também com retransmissão para o mundo todo pela internet.
Todos os lucros obtidos com a produção serão revertidos para fundos de ajuda para o Haiti.
Estima-se que até 200 mil pessoas tenham morrido em consequência do terremoto do dia 12 de janeiro.
Organizações internacionais afirmam que até 3 milhões dos 9 milhões de habitantes do Haiti tenham sido afetadas de alguma maneira pelo tremor.
‘Responsabilidade’
“Há um grande mundo lá fora, e todos nós temos muita responsabilidade de cuidar das pessoas que não podem cuidar delas mesmas. Então o que podemos fazer é primeiramente e principalmente arrecadar doações”, afirmou George Clooney.
“Se eu achasse que nós pudéssemos todos pegar em pás e ir para lá para ajudar sem atrapalhar, acho que muitas pessoas fariam isso”, disse Clooney, que doou US$ 1 milhão durante o programa.
Leonardo Di Caprio também enviou um cheque de US$ 1 milhão para o Clinton Bush Haiti Fund, criado em conjunto pelos ex-presidentes americanos Bill Clinton e George W. Bush.
- UOL -

Read more...

Observatório astronômico: os primeiros minutos de hoje teremos a melhor observação a olho nú do fenômeno 'oposição'

Hoje, 27 de janeiro de 2010, o planeta Marte estará a aproximadamente 99,3 milhões de quilômetros da Terra em sua maior aproximação nos últimos 26 meses... Devido aos movimentos da Terra e de Marte em torno do Sol, a aproximadamente cada 2 anos e 50 dias (780 dias) Marte se encontra em relação a Terra em posição oposta a do Sol. Diz-se que Marte está em oposição. É o melhor período para sua observação. As órbitas dos planetas em torno do Sol não possuem a forma de um círculo, mas sim de uma elipse. As distâncias em relação ao Sol variam. Por essa razão durante cada oposição de Marte, o planeta vermelho está localizado a distâncias distintas da Terra. Próximo ao momento da oposição é que os dois planetas se encontram em sua maior aproximação durante os seus permanentes movimentos em torno do Sol. Em 2003 Marte esteve a aproximadamente 55,7 milhões de quilômetros da Terra. A sua maior aproximação em 60.000 anos. Uma aproximação como essa somente deve se repetir daqui a dezenas de milhares de anos. A cada período de 15 a 17 anos acontecem grandes aproximações. Em muitas dessas vezes as distâncias são próximas da do ano de 2003. Em 27 de julho de 2018 também ocorrerá uma grande aproximação. Nesse dia Marte estará a aproximadamente 57,6 milhões de quilômetros da Terra. Em 15 de setembro de 2035 Marte estará a aproximadamente 57 milhões de quilômetros da Terra... Assim não há nada de extraordinário ou incomum nesses momentos. São somente resultado da combinação dos movimentos da Terra e de Marte em torno do Sol

29 de janeiro - sexta-feira:
Oposição do planeta Marte em relação ao Sol, às 16h. Neste dia, Marte nasce praticamente no mesmo instante em que o Sol se põe. Excelente época para se observar o planeta vermelho. Veja a olho nu, por binóculo ou por telescópio.
29 e 30 de janeiro - sexta-feira e sábado:
A Lua passa pela fase de cheia às 3h 18min, cerca de 3 horas antes de atingir o perigeu (ponto de sua órbita onde ela se encontra mais próxima da Terra). Nas noites de 29 e 30 de janeiro, teremos um luar magnífico. Veja a olho nu.
31 de janeiro - domingo:
Bela configuração entre a Lua e a estrela Regulus (Alpha Leonis), vista a partir das 20h 10min, a és-nordeste (ENE). Observe a olho nu ou por binóculo.

Read more...

Confraria Getúlio - sex e sab

CONFRARIA GETÚLIO
A mistura da boa culinária, seleta cartela de vinhos e drinks, muita
gente bonita e sempre uma atração surpresa para alegrar as nossas
noites!
Estilo Musical: Disco, House e Bandas tocando MPB, Rock, Pop.
Ambiente dividido em 18 salas com sofás e pufês. (sujeito a disponibilidade de reservas).

Reservas antecipadas:
Karina Nogueira- (65) 8447 2061
Messias Bruxo- (65) 9977-1482

Piso Superior do Restaurante Getúlio
Horário: a partir das 20:00hs
obs: Ambiente externo para fumantes

Read more...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sábado (30/01): 2ª Prévia Grito Rock 2010


NO PRÓXIMO SÁBADO DIA 30/01 AS 22 H, ACONTECE MAIS UMA PREVIA DO GRITO ROCK 2010, COM 4 BANDAS DISPUTANDO 2 VAGAS PARA O FESTIVAL, E DESSA VEZ AS BANDAS CONVIDADAS PARA FECHAR A NOITE SÃO N3CR E RHOX.

DATA: 30/01/2010
HORÁRIO: 22 HORAS
LOCAL: CAVERNA'S BAR
QUANTO: ENTRADA FREE
BANDAS DA PREVIA: TELLOS / MAD SOZEN / SUBMACHINE / MARIA ALBINA
BANDAS CONVIDADAS: N3CR / RHOX

NOS VEMOS LA!

(texto: Pauta, mande a sua!)

Read more...

Intercâmbio Musical com PEDRO VASCONCELOS (DF)


A proposta do Intercâmbio Musical é promover a troca de informações entre músicos (profissionais ou não) e estudantes locais. Consiste na vinda de um músico de fora da cidade por uma semana. Nesse período serão realizados, concomitantemente, a montagem de um show desse artista com músicos locais (que serão contatados previamente) e oficinas diárias ministradas pelo músico de fora, sendo 4 oficinas no período noturno, das 19h às 20h (de 02 à 05/02) e 5 oficinas no período vespertino, das 16h às 17h. Para o SESC, esse tipo de ação promove uma retro-alimentação da programação, pois proporciona total integração dos músicos locais com o músico visitante, fomentando propostas em apresentação artística com um diferencial qualitativo, além disso o contato com um compositor altamente qualificado fomentará a produção de compositores locais, elevando ainda mais o material a ser selecionado em nossa Mostra de Música SESC-MT 2010.
Nesta primeira edição receberemos o músico Pedro Vasconcellos, de Brasília, e suas oficinas serão no CDM das 19h às 20h. Além das oficinas serão realizados ensaios abertos no período vespertino, das 17h às 18h.
O espetáculo se realizará no dia 06/02, no Jardim Central desta Unidade às 20h e a entrada será gratuita.

Oficinas:
02 a 05/02 - 19h as 20h
Inscrições Gratuitas

CENTRAL DE ATENDIMENTO:
(65) 3611-0550

Espetáculo:
06/02 - 20h - Jardim - Entrada Franca

Read more...

Mapeie a blogosfera e saiba para quem mandar suas músicas

Os músicos, principalmente aqueles independentes, que enxergam a internet como um grande instrumento de divulgação de seus produtos, ganharam recentemente um forte aliado.
A americana The Echo Nest, empresa que desenvolve soluções para o mercado de música online, lançou o PromoBot – ferramenta que indica os melhores blogs e sites especializados em música para que determinada faixa seja divulgada. Segundo a companhia, o PromoBot é o primeiro do gênero no mercado e auxiliará muito na promoção de álbuns na web.
Funciona da seguinte forma: o PromoBot mapeia a internet, monitorando permanentemente posts e críticas de variados blogs e sites especializados em música. Estas informações são lançadas em um banco de dados, usado para comparar as informações colhidas da rede com as características de determinada faixa musical. Após feita essa análise, um relatório é emitido, indicando para quem a música deve ser enviada e o porquê.
O serviço é pago, mas é bem interessante e útil. Com o PromoBot você pode fazer um planejamento de divulgação de seu produto de forma adequada, evitando “atirar para todos os lados”. Pode, também, concentrar sua promoção em espaços que teoricamente teriam mais aceitação ao seu trabalho.
http://bcultural.com.br

Read more...

Piratatear para o mau... cientizar para o bem

Se a boa intenção é conter a pirataria de software e conteúdo ilegal, é preciso deixar bem claro: só existem dois fatos concretos, o resto é opinião e ideologia:
1) Pirataria (ainda) é crime e sites indexadores de torrent são, sim, uma fonte irrestrita de pirataria. É pueril adotar o argumento de que esses sites não hospedam os arquivos, mas apenas apontam o caminho de onde estão; logo, não poderiam ser incriminados.
2) Partindo da premissa 1, se indicar o caminho para conteúdo ilegal vai passar a ser configurado juridicamente como oferta de conteúdo ilegal, então é preciso fechar toda a internet. A começar pelo Google.
Pelo Google eu encontro qualquer torrent. Pelo Google e por qualquer outro mecanismo de busca, eu encontro redes públicas e privadas de pedofilia, remédios falsificados para comprar, contato de grupos de extermínio ou posso simplesmente achar linhas de código que me permitam descobrir senhas de terceiros.
Vamos fechar o Google? Vamos exigir uma autorização especial para usar internet, tipo uma licença de uso ou carteira de motorista?
Enquanto não houver regulações claras sobre a atuação das corporações e fiscalizações peremptórias por parte dos órgãos regulatórios, a lei do mercado sempre vai prevalecer.
E isso não é necessariamente ruim. É quando entra a ideologia de cada um. A lei de mercado sempre foi o desejo da indústria, para defender “os interesses dos artistas” (copyright) e “combater o tráfico de drogas” (o discurso atual). Sem esse desejo incontrolável e tão perseguido, não teríamos a Pirataria 2.0 que surge no horizonte.
Porque agora os interesses são mútuos.
http://musicaliquida.blogspot.com/

Read more...

Dica do Kiko Loureiro: Composição

Kiko Loureiro é guitarrista do Angra. Um dos principais músicos da atualidade. Dá dicas técnicas e conceituais sobre o estudo e o cotidiano da música, através do Bandas De Garagem

Como criar? De onde vem a inspiração? Como nasce uma música?
Neste momento, 2009 à míngua e 2010 ao horizonte, a cabeça já precisa ebulir novos trabalhos. Após lançar dois CDs este ano, Neural Code e Fullblast, e o Angra estar sem lançar algo inédito há 3 anos, chegou a hora de começar a focar e concentrar no tema criação-composição.
É uma incógnita, difícil prever o que vai surgir, nada pode ser muito premeditado. É sempre a reflexão do seu momento de vida impresso em notas e arranjos.
Para quem não tem prática ou segurança, uma boa dica para os primeiros passos é convidar um parceiro – um amigo músico ou outro membro da banda. Nossas ideias musicais são muito íntimas e, por vezes, é difícil ter segurança de que elas são boas o suficiente para mostrar ao mundo.
Duas cabeças pensam melhor do que uma, e o amigo é aquele para o qual você pode contar suas glórias e fraquezas.
No Angra, fizemos diversas músicas em parceria entre todos os integrantes.
Com Rafael Bittencourt, são quase 20 anos de estrada. A composição é um improviso organizado. Uma melodia, riff ou harmonia que aparece como uma luz no cérebro. A partir desta, faz-se necessária uma labuta incansável até que aquele pequeno motivo original tenha um começo, meio e fim e faça parte de um todo ainda mais grandioso.
Lembro como se fosse hoje: Rafael e eu sentados em uma sala da EM&T com violões em punho e eu, de improviso, balbuciei a introdução da música Rebirth.
Ele, ao gostar do que ouviu, já emendou o verso e o refrão, também de improviso catártico. Com a empolgação do resultado, criamos uma parte meio maluca no meio. Lá estava a música feita em pouquíssimo tempo. Esta e tantas outras composições que nascem como uma dádiva parecem já prontas em algum lugar do universo, e são estas músicas que atingem o inconsciente da maioria das pessoas.
Neste convívio e prática com a composição, o maior dos aprendizados é saber que, para acontecer de forma eficaz e saudável, deve-se deixar fluir qualquer pequeno motivo, qualquer viagem musical, mesmo que aparentemente boba. Nunca subestime uma ideia sua e muito menos a do parceiro.
Incentive e sempre procure e experimente alternativas. Muitas surpresas aparecem nessas horas.
Siga-me também no Twitter: www.twitter.com/kikoloureiro

Read more...

Tecnologia: a onda dos tablets


Tablet PC é um computador pessoal com o formato de um Laptop ou prancheta, que pode ser acessado com o toque de uma caneta especial. Desta maneira, o usuário poderá utilizar o computador sem um mouse ou teclado. Tal tecnologia foi proposta pela Microsoft e outros fabricantes da indústria de informática.
É o parente mais próximo do netbook, que é um mini laptop.
A maior parte dos Tablet PCs utilizam o Windows XP Tablet PC Edition como sistema operacional, embora tendam a utilizar no futuro o Windows Vista e Windows Seven , dado que algumas versões do novo sistema operacional da Microsoft incorporam já as funcionalidades dedicadas ao Tablet PC, entre elas o Windows Journal e o famoso jogo InkBall. São poucos os que utilizam o sistema operacional Linux.
A Apple lançou nesta quarta-feira (27) o iPad, minicomputador cuja interface parece um "iPhone expandido", nas palavras do próprio fundador da companhia, Steve Jobs. O anúncio foi feito em um evento da empresa em San Francisco, nos EUA. Modelos com 3G estarão no mercado no final de maio, por quase 500 dólares. Serão três tamanhos de armazenamento: 16 Gbytes, 32 Gbytes e 64 Gbytes.
Tablet PC da Apple: IDG Now

Read more...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

3° Observatório Fora do Eixo - a partir de hoje

Formalização dos coletivos e ações para unificar e coletar dados dos trabalhos no centro da discussão
Criado a partir da necessidade de um núcleo voltado para pesquisas sobre os temas ligados à cultura independente, o Observatório Fora do Eixo chega a sua terceira edição com o tema Formalização de Coletivos.
Usando a internet como base de seus trabalhos e na conexão com outros coletivos, esse observatório tem como objetivo orientar a estruturação dos coletivos, implementando uma moeda social, coletando trabalhos desenvolvidos pelo Circuito, estimulando a troca de tecnologias sociais e promovendo mais uma frente gestora na rede.
A 3° edição do Observatório acontece entre os dias 27, 28 e 29 de janeiro na sala do Observatório Fora do Eixo a partir das 20h e será dividida em dois grupos: grupos de discussão (GD) e grupos de trabalho (GT).
Os grupos de discussão tratarão dos temas de cunho jurídico, conceitos e teorias que envolvam a formalização e estruturação dos coletivos e modelos de organização.
Já os grupos de trabalho abordarão soluções e sugestões para a Sustentabilidade, com base na coleta dos dados das ações dos coletivos, tanto para a rede como suas próprias.
Mediados por membros do Circuito, os grupos de discussão receberão 3 convidados, com duração de uma hora de exposição mais uma hora de discussão via MSN do Fora do Eixo, além da transmissão via Web Rádio Fora do Eixo. Os temas dos painéis são: As diferentes naturezas jurídicas, Modelos de organizações coletivas e Mecanismos de captação de recursos. Os mediadores recebem as perguntas via freenode e repassam aos convidados. Os grupos de trabalho tem início depois dos grupos de discussão, com duração de duas horas, segmentado em Apresentação do mapeamento dos CNPJ's do Circuito Fora do Eixo, Implementação da moeda complementar e Fundo Fora do Eixo.

27/01 - quarta-feira - 20h
GD - Mecanismos de captação de recursos (Editais Nacionais e Internacionais, Convênios, Leis de Incentivo)
Palestrante: Chico Maia / Bauru (SP) - diretor do Departamento de Comunicação Externa do gabinete do Prefeito de Bauru. Lecionou o mini-curso “Política dos Editais: elaboração e captação de recursos”.
GT - Fundo FDE
Mediador: Lumo

28/01 - quinta-feira - 20h
GD - As diferentes naturezas jurídicas (Cooperativas, Associações, Fundações, Oscip's, Micro empresas, etc)
Palestrante: Emerson Costa Gomes - consultor do SEBRAE - AC
GT - Apresentação do Mapeamentdo dos CNPJ's do FDE
Mediador: Catraia

29/01 - sexta-feira - 20h
GD - Modelos de organizações coletivas (conselhos municipais e movimentos sociais)
Palestrante: Luis Carlos Sabadia - diretor de Ação Cultural do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
GT - Implementação da moeda complementar (CARD)
Mediador: Massa Coletiva
O 3° Observatório Fora do Eixo acontece entre os dias 27 e 29 de janeiro, a partir das 20h (horário de Brasilía).
Veja a programação completa e saiba como participar aqui.

Sobre o Circuito Fora do Eixo:
É uma rede de trabalhos on line criada no fim de 2005 a fim de estimular a circulação de bandas, tecnologia de produção e produtos, com um esquema de trabalho colaborativo composto por mais de 40 coletivos, espalhados pelo país. Saiba mais em www.foradoeixo.org.br. Acompanhe também pela Web rádio no portal Fora do Eixo.

Mais informações:

Massa Coletiva - Núcleo Cooperativo de Comunicação e Cultura
telefone 16 3412-7124
massacoletiva@gmail.com
www.massacoletiva.blogspot.com

Lumo Coletivo – Comunicação
Laura Morgado
telefone: 81 3361-8171
lauralumo@gmail.com
www.lumocoletivo.org.br

Coletivo Catraia
telefone: 68 9984-2692/ 9974-3616
catraiacard@gmail.com
coletivocatraia@hotmail.com
www.coletivocatraia.blogspot.com

--
Associação Independente de Música/MT

Read more...

Projeto Ciranda abre inscrições para aulas gratuitas de música - inscrições até 05/02

Estão abertas as inscrições para cursos do Projeto CirandaMúsica e Cidadania, frente social da Orquestra do Estado de Mato Grosso (OEMT) que oferece gratuitamente educação musical de qualidade à adolescentes e crianças de baixa renda, em Mato Grosso. São cinquenta vagas disponíveis para jovens com idade entre oito e dezoito anos. Têm preferência aqueles matriculados em instituições de ensino da rede pública. Pede-se que tenham aptidão para música. O Projeto Ciranda oferece os seguintes cursos: violino, viola, violoncelo, clarinete, saxofone, trompete, trombone, percussão, coral infantil, flauta transversal, trompa, fagote, oboé.
As inscrições podem ser realizadas pelo site do Projeto [www.projetociranda.org.br] até o dia 5 de fevereiro. Aqueles que não dispõem de internet, podem se inscrever na sede da organização [Rua Tenente Lira, número 531, Bairro Dom Aquino, Cuiabá – MT, próximo ao cruzamento das avenidas Miguel Sutil e General Mello]. O horário é comercial entre 8 e 18 horas, de segunda a sexta-feira. Nesta etapa de inscrições, o interessado não precisa apresentar qualquer documento, porém, se selecionado, será preciso: cópia do atestado de escolaridade, comprovante de endereço, RG, CPF e autorização dos pais, caso seja menor de idade.
O Projeto Ciranda – Música e Cidadania é uma associação sem fins lucrativos reconhecida pelo Ministério da Justiça como OSCIP [Organização da Sociedade Civil de Interesse Público], totalmente voltada para a Cultura e Educação. “Desde 2003, ano de sua criação, a organização foi pensada com objetivo de oportunizar crianças e jovens, exclusivamente da rede pública de ensino. Hoje, nos deparamos com outra realidade, com o avanço do nível técnico de ensino e a grande procura pelos cursos e por se tratar de uma das poucas escolas sociais de música em Mato Grosso, ampliamos para atender não apenas os estudantes da rede pública, mas todos os jovens que tenham interesse e comprometimento com o estudo”, explica Elisangela Passos, coordenadora administrativa do Projeto.
Matrículas – Após as inscrições, serão realizadas entrevistas e audições com os selecionados entre os dias 08 e 12 de fevereiro. A lista de aprovados estará disponível no site do Projeto Ciranda e na sede da instituição a partir do dia 22 de fevereiro. As matrículas estarão abertas para todos [novos estudantes e veteranos] entre os dias 23 e 26 de fevereiro. As aulas têm início no dia 01 de março de 2010. “É importante lembrar que mesmo os alunos que não forem selecionados, terão suas inscrições arquivadas pela administração do Projeto, para que possamos enviar informações acerca de oficinas e masterclass que ofereceremos durante todo o ano de 2010”, lembra Elisangela Passos.
Primeiros passos profissionais - Com até três encontros por semana, os bolsistas do Projeto Ciranda têm aulas com músicos profissionais que integram a OEMT. “O resultado disso são os grupos que rápido se formam no Projeto e que, constantemente, já se apresentam profissionalmente. Além disso, em 2010, teremos mais jovens provindos do Projeto Ciranda integrando a OEMT como estagiários”, relata Elisangela Passos.
Além de vários grupos que surgem no Projeto, os estudantes que mais se destacam nas aulas de música passam a integrar a Orquestra Jovem do Estado de Mato Grosso, proporcionando aos jovens instrumentistas em início de carreira, suas primeiras experiências profissionais. “O Projeto Ciranda não tem apenas uma função social, tem caráter profissionalizante. Passa a ser um intermediário entre o músico amador e o curso de licenciatura em música da Universidade Federal de Mato Grosso, por exemplo”, diz Jorge Moura, coordenador pedagógico do Projeto Ciranda.

SERVIÇO
O QUE: Inscrições para cursos de música
ONDE: Rua Tenente Lira, número 531, B: Dom Aquino
QUANDO: até 5 de fevereiro
INFORMAÇÕES: www.projetociranda.org.br
- Diário de Cuiabá -

................
Atenção políticos: O acesso aos bens culturais reduz violência e doenças.

Read more...