domingo, 20 de junho de 2010

Meio ambiente: Companhia Siderúrgica do Atlântico & British Petroleum


CSA:
Um dos maiores grupos de tecnologia do mundo, em 70 países, há mais de 30 anos no Brasil, a ThyssenKrupp Steel, inaugurou a maior Siderúrgica do Brasil: Companhia Siderúrgica do Atlântico. Situada em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, com 8 bilhões de dólares investido. Eleva em 40 % as exportações de aço do país.
Evidentemente tem um impacto importante sobre a economia (geração de emprego e renda e produção de riqueza). Há um igualmente impacto ambiental importante. Não invalidando o investimento, mas é curiosa a história da "compensação ambiental" que a empresa ostenta nos releases e na propaganda oficial, que está investindo 86 milhões de reais na sua implantação. Mas não informou como se chegou a isso.
Em novembro do ano passado, quando a Câmara dos Vereadores do Rio votava um Projeto de Lei para estabelecer isenção fiscal à CSA (não recolhimento do ISSQN, se a empresa conseguisse inaugurar a obra no tempo previsto), o jornalista Túlio Brandão, publica no O Globo, em manchete, a informação de que a CSA responderia, sozinha, por 76 % das emissões de C02 do município do Rio. Outra conta: a CSA responderia por 12 vezes as emissões de gases estufa do setor industrial do Estado do Rio de Janeiro todo. Isso demostra que a pegada ecológica desse complexo siderúrgico é enorme em tempos importantes de acordos e compromissos que o Brasil vem assumindo no exterior para redução dos gases do efeito estufa. A repercursão desta reportagem determinou uma revisão do Projeto de Lei e a inclusão nele de que a isenção fiscal se daria apenas e tão somente se houvesse compensação para movimentos de redução efetiva de emissão.
Ainda não se sabe qual o plano dessa "compensação ambiental".
Não é possível produzir aço sem emissão de CO2. A informação da CSA é de que os equipamentos instalados são de última geração (cogeração, reaproveitamento de gases, redução de consumo, ...) e determinariam 30 % menos de emissão.

Vazamento de petróleo da British Petroleum no Golfo do México, em direção à costa leste dos E.U.A.:
Obana foi à tv esta semana em rede nacional, pela primeira vez do Salão Oval da Casa Branca, local onde se dá um tom solene ao anúncio considerado extremamente importante, por conta do descontentamento em massa, por pesquisa, da população. O foco da fala: "é o momento chave para o país estimular outras fontes de energia limpa no lugar do petróleo".
Esta semana, além do pronunciamento do Obama, aconteceu uma reunião à portas fechadas do Obama e Assessores com dirigentes da BP por 4 horas, onde o Presidente retirou compulsoriamente, no grito, 20 bilhões de dólares para financiar os prejuízos diretos e indiretos do incidente. Essa quantia corresponde à 1/3 do lucro da BP ano passado. Algo sem precedentes num país onde o governo sempre foi muito adeso aos interesses do setor petrolífero.
Depois, sexta, numa sabatina, no Congresso, o diretor executivo (CIO) da BP ficou 8 horas sendo alvejado por toda sorte de perguntas e não conseguiu responder perguntas simples e objetivas. Se esquivou das perguntas mais importantes como: Como ocorreu o vazamento, de quem é a culpa, o que será feito exatamente e quanto tempo demorará para as ações. Um incidente curioso, na abertura dos trabalhos: o Deputado republicano do Texas, Joe Barton, acusou o governo Obama de estorquir a BP por aqueles 20 bilhões de dólares que foram parar no 'fundo de compensação'. É um constrangimento enorme, porque o próprio Partido Republicano exigiu do parlamentar retratação; ele pediu desculpas por ter acusado o governo da oposição (os republicanos detestam Obama e querem assumir o poder).
- transcrição aproximada de fala do jornalista André Trigueiro -

Leitura indicada: Jornal da Ciência
(apenas corrigindo o que está escrito neste site: o presidente da BP é Carl-Henric Svanberg)

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A quadrilha de Lula - Aconteceu ontem a tradicional festa de São João na Granja do Torto: Prosa e Política

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