terça-feira, 29 de setembro de 2009

Captadores ativos / passivos do contrabaixo

A principal diferença entre captação Ativa e captação Passiva é que o sistema ativo funciona com bateria que alimenta o captador, e/ou o pré, enviando um forte sinal processado para o amplificador, consequentemente, a captação ativa gera menos ruído. O sistema passivo é um indutor magnético quem gera um sinal de baixa intensidade que é amplificado pelo préampli do amplificador.
A captação Ativa pode ser composta da seguinte maneira:
Com Captadores ATIVOS: os captadores possuem um sistema de ganho, através de um circuito pré-amplificador (uma espécie de casador de impedância) embutido que é alimentado externamente (bateria 9V). Não funcionam sem a bateria.
Com Captadores PASSIVOS e Circuito ATIVO: existe uma placa de circuito que é alimentada por uma ou mais baterias. O sinal dos captadores passivos é pré-amplificado e equalizado através desta placa. Neste sistema podemos encontrar uma chave, que permite que o instrumento funcione tanto como um instrumento Ativo quanto um instrumento Passivo.
Captadores ATIVOS com Circuito ATIVO: é o famoso sistema 18V, pois necessita de uma bateria para os captadores, e uma bateria para o circuito.
Principais Tipos de Captadores
Podemos dizer que existem 3 tipos básicos de captadores.
- J, que são captadores single. O J vem de Jazz Bass, modelo de contrabaixo o qual estes captadores foram desenvolvidos.
- P, que são os captadores que muitos chamam de duplos, porém são singles. O P vem de Precision, modelo que originalmente possui este tipo de captador.
- Humbucking ou MM, que são os captadores com bobina dupla. Permitem muitas opções de regulagem das bobinas em série ou paralelas. Produzem um som mais "gordo". Para o contrabaixo, estes captadores tem uma estreita relação com os baixos MusicMan. Possui algumas características únicas, como as saturações nos médios quando é executada a técnica de slap, por exemplo.
Estes modelos podem variar também, em termos de pólos expostos ou não. Os pólos dos captadores são os círculos de metal que ficam para fora da "capa", e podem estar expostos em forma de 2 por corda, um por corda, ou até mesmo não estar expostos.
Já os famosos captadores SoapBar (Barra de Sabão), identificam apenas o modelo externo do captador, que pode ser single ou humburking.
No mercado, existem inúmeras combinações de captadores, e para cada uma, um novo leque de timbres podem ser extraídos dos instrumento, por exemplo:
- JJ, que é a combinação padrão dos baixos modelo Jazz Bass, com 2 captadores J. Um próximo à ponte e outro próximo ao braço.
- PJ, que é a combinação existente nos Precision Special e em vários outros modelos, contendo um captador tipo J próximo à ponte e um captador tipo P próximo ao braço.
- 2 Humbucking, que á a combinação existente em alguns modelos da MusicMan, como o Sabre e o Bongo, e no Fender Roscoe Beck.
- Humbucking e J, existente em alguns modelos da Warwick.
- Humbucking e P, com em alguns modelos da Fender.
Para cada configuração, podem ser realizadas inúmeras combinações, trabalhando com o volume do captador da ponte mais alto, por exemplo, para extrair um som com mais médios e com mais ataque; podemos trabalhar mais com o captador do braço para extrair um som mais macio, com mais graves e menos ataque.
E os captadores ainda podem estar fixados nos instrumentos em angulos diferentes, com curvaturas diferentes, mas aí já é assunto para outra coluna.
BLINDAGEM
Blindar um instrumento consiste em protegê-lo contra possíveis interferências externas (rede elétrica mal aterrada, monitores de computador, cabos de má qualidade, lâmpadas fluorescentes, etc) que causam ruídos indesejáveis.
Um pouco de ruído, na verdade, é normal em um instrumento, ainda mais em contrabaixos com single coil passivos (bobina simples), mas caso ele esteja atrapalhando ou apresentando um nível maior do que gostaríamos que ele tivesse, uma blindagem pode minimizar esse problema.
COMO FAZER?
Antes de começar a tentar a blindagem de seu baixo, é importante saber que a condição das soldas e da fiação interna contribuem para aumentar os ruídos. É muito importante que os cabinhos que ligam os captadores no circuito elétrico e deste para o jack de saída sejam blindados. E de boa qualidade.
O material mais recomendado para blindar um instrumento são folhas de cobre bem finas. Como opção, alguns utilizam para esse tipo de trabalho folhas de “papel alumínio”, aquele mesmo que se usa na cozinha. É barato, todo mundo tem em casa e apesar de não ser muito indicado por alguns, funciona. O objetivo é revestir por completo a cavidade onde está montado o circuito elétrico e dos captadores, sem falhas, inclusive a tampa, que deve fazer contato com o restante do revestimento. Depois disso, emende um fio ao cabinho que vai do circuito elétrico até a ponte do instrumento e una ele ao corpo, através de um parafusinho (junto com o papel alumínio) e pronto.
O único problema é que, pelo fato do papel alumínio não ser totalmente metal, e sim alumínio com uma película plástica, ele perde o poder metálico com o tempo, acabando a utilidade. Quando acontecer, repita o processo!
GROUND LOOP
Um grande ponto a se considerar na hora de fazer a blindagem de seu instrumento é o que os americanos chamam de “ground loop”. O ground loop ocorre quando o caminho do aterramento retorna de onde começou, formando um caminho fechado.
A solução ideal, que evita com certeza o ground loop, é o chamado “star-ground”. Consiste em um ponto de metal, onde tudo o que é negativo no sistema seja nele soldado.
OBSERVAÇÕES:
- A blindagem não eliminará todos os ruídos do seu baixo vai apenas minimizá-los, mas não há nada que o impeça de tentar.
- Lembre-se que o mais indicado é sempre recorrer a um luthier.
- Alguns amplificadores podem dar choques, devido à falta de aterramento. Esse choque pode ser transferido para o músico, em virtude da parte se ligada ao jack de saída. Um capacitor 33 nF x 400v entre a ponte e o sistema, resolve o problema.
- Este texto é apenas informativo. Quem decidir tentar fazer a blindagem em casa, precisa assumir a responsabilidade se algo der errado.
por Rodrigo Mateus Pereira & José Mário Zanini

4 comentários:

Marcellus disse...

Gostei!

Henrique Wanderley disse...

Gostei, foi direto ao ponto.

Anônimo disse...

amigo tenho um baixo jassbass passivo gostaria de saber de vc se tem como eu adapitar um circuito ativo nele sem quemar os captadores sera que da serto obrigado fico no aguardo

Osvaldo Tancredo disse...

Captador não queima. Pode apenas dar defeitos simples como oxidação do enrolamento devido umidade ou coisa assim.
Pode ligar qualquer pre-amplificador para tornar ativo seu captador passivo. Só não posso garantir um resultado satisfatório, pois pode haver distorção em algumas (ou todas as) frequencias ou ter equalização desigual.
É só experimentar. Não custa nada.