quarta-feira, 26 de julho de 2017

Prefeitura deve lançar edital de cultura de R$1,5 mi em breve

O último edital na área de cultura da Prefeitura de Cuiabá foi lançado há dois anos, mas este hiato deve acabar em breve. Segundo informações do secretário-adjunto de cultura, Junior Leite, novo edital já está pronto, mas só pode ser divulgado após a eleição e posse do Conselho Municipal de Cultura.
“Fazem dois anos que não é lançado um edital. Ele está pronto para ser lançado, vai ser de um milhão e meio de reais, e para vários segmentos. Só não foi lançado ainda por conta da eleição do Conselho”, explicou Junior, em entrevista ao Olhar Conceito.
Segundo ele, o edital deveria ter sido lançado no mês de abril, e chegou a acontecer uma eleição para o Conselho, que foi invalidada por falta de representantes. “Quem está no Conselho não pode apresentar projeto, então acaba tendo dificuldades”, explica.
Quando aprovado, o edital vai disponibilizar R$1,5 milhão para projetos em diversas áreas. “Literatura, artes cênicas, cinema, música, artes plásticas, e diversas outras... O Conselho vai definir quais projetos serão aprovados, quais são os com mais viabilidade para se chegar em um resultado melhor, e que possa alcançar um maior número de pessoas na nossa cidade”, explica Junior.
A promessa é que, feita a eleição do Conselho, em três ou quatro dias o edital estará divulgado. “O prefeito cobrou demais isso, porque já tem dois anos que não tem, então é uma prioridade”, finaliza. De acordo com a assessoria da Prefeitura, faltam ainda seis representantes do governo para que aconteça a posse. 

indignação corrompida - "342 Agora"

Um grupo de atores e artistas liderado por Caetano Veloso, criou o blog “342 Agora” e produziu um vídeo convocando a sociedade para mobilizar congressistas a aprovarem o processo contra o atual presidente da república. Com estudada indignação, proclamam frases como:

• Ele merece ser julgado pelos crimes que cometeu;
• Qualquer cidadão que está sob suspeita tem que ser investigado, por que teria que ser diferente com o presidente da República?
• Eu posso ser investigada, você pode ser investigado, ele tem que ser investigado;
• Um presidente ser acusado de corrupção passiva, formação de quadrilha e obstrução da justiça, não dá!
• Agora é deixar de lado nossas diferenças e se juntar por uma causa que é importante: o Brasil.
• O futuro do Brasil depende de você.
[...]
- Leia mais em  Percival Puggina -

terça-feira, 25 de julho de 2017

Novos Conselheiros da Cultura - Quarta no Cine Teatro Cuiabá

Nesta quarta-feira (26), os membros eleitos para o Conselho Estadual de Cultura e para a Comissão Intergestores Bipartite se reúnem para a cerimônia de posse, no Mezanino do Cine Teatro Cuiabá.

domingo, 23 de julho de 2017

Domingo free: Paulo Monarco + Henrique Maluf no Bar do Bigode


Roberto Boaventura - COMPLEXIDADE DAS COTAS RACIAIS

Mesmo experimentando dias nunca antes vividos na história deste país, do que destaco a importante condenação de Lula, na Lava Jato, e todas as ações políticas e jurídicas, em curso, contra Temer, portanto, tendo muito a dizer sobre esse panorama, falarei das cotas raciais; e o faço para atender um pedido de um médico/professor de Medicina. Como cidadão, o motivo de sua solicitação me inquietou.
Começo lembrando os leitores de que, desde as primeiras discussões sobre o tema em pauta, tenho me apresentado contrário às cotas raciais. Mesmo relutante, aceito as cotas sociais. Essa postura não significa que eu desconheça e/ou desconsidere o racismo à brasileira e as dívidas (econômicas, sociais, culturais, artísticas...) que o estado tem para com todos os que compõem a gigantesca camada social de pobres (brancos, negros, indígenas et alii) espalhados alhures, porque produzidos historicamente a toneladas.
Sou contra essas saídas – aliás, confortáveis ao sistema – por estarem inseridas naquilo que se chama de “políticas focalizadas”, eufemisticamente vistas como compensatórias. Seja como for, um ou outro nome já nos ajuda, politicamente, a fazer uma leitura razoável da questão.
Como ações “focalizadas”, tudo está obviamente posto. De um contingente de brasileiros a perder de vista, alguns serão seus “representantes”, seja onde/como for, mas principalmente nas universidades. Na perspectiva das compensações, tudo também está igualmente posto. Compensar, nessa grave questão, é oferecer migalhas caídas de uma mesa farta, mas para poucos.
Em outras palavras, as políticas focalizadas/compensatórias mantêm a exclusão, algo que se pensa, assim, combater. Ao manter a exclusão, deixam-se intactas as estruturas de desigualdades sociais, como em poucas partes do mundo se pode ver tão agressivamente. Deixando intactas as estruturas, protelam-se para o nunca as necessárias alterações estruturais em todos os setores, com destaque à educação, base para qualquer mudança de patamar social de alguém e/ou de um povo.
Mas a despeito disso tudo, agora, numa observância micro da questão, chego à centralidade deste artigo: a suposta postura acadêmica da maioria dos alunos cotistas em cursos de Medicina.
Consoante o médico de que falei no primeiro parágrafo, acadêmicos cotistas do referido curso – diferentemente de cotistas das licenciaturas, p. ex. – estariam constrangendo seus mestres exatamente pela condição de cotistas. Trariam consigo, pasmem, uma cultura de supervalorização de seus direitos adquiridos em relação a seus deveres. Essa postura – nada acadêmica – estaria tornando-os seres prepotentes.
Tentando explicar melhor: a descendência afro, indígena et alii – motivo que lhes deu o direito à vaga pelas cotas – seria usada para constranger seus professores em todas as dinâmicas do curso, mas principalmente nos processos avaliativos.
Como a maioria desses alunos, por conta da deficiente base escolar, traz pouco acúmulo intelectual, com destaque à dificuldade de leitura, sentir-se-iam discriminados toda vez que suas dificuldades ficassem visíveis. Ao se sentirem assim, assumiriam uma postura de vítimas de seus mestres.
Fiquei preocupado com essa informação, transposta, aqui, no futuro do pretérito. Diante desse relato, que para mim era novidade, espero que os envolvidos diretamente na questão (universidades e movimentos sociais da causa) busquem informações, e não se privem dos debates.
A denúncia é grave. Apurar é necessário.
- Professor Roberto Boaventura da Silva Sá -
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SEMPRE QUESTIONE - A política de cotas é uma das novas formas de escravidão.